Policiais e juiz sabiam que garota dividia a cela com homens

Delegados confirmam que manter mulheres em celas masculinas é procedimento considerado normal

Bruno Paes Manso, do Estadão,

23 de novembro de 2007 | 01h46

A briga para conseguir provar que L. é maior de 18 anos tornou-se importante para as autoridades paraenses, pois o erro de mantê-la na cadeia com 20 homens foi uma decisão da qual participaram a Polícia Civil, o Ministério Público e o Judiciário do Estado. A garota já havia sido presa quatro vezes em flagrante por furto. Nas três primeiras ocasiões, a Vara Criminal de Abaetetuba determinou que ela fosse liberada. Na quarta, a Justiça a enviou para a cadeia de Abaetetuba. O Judiciário da cidade sempre soube que L. era mantida ao lado de homens. Delegados que pediram para não serem identificados confirmaram que manter mulheres em celas masculinas sempre foi um procedimento considerado normal na cidade. L. foi mantida presa porque a polícia acreditava que ela fosse maior de idade. Na quinta-feira, 22, policiais ainda tentavam provar que ela tem 19 anos. Um dos delegados de Abaetetuba obteve a cópia de uma certidão de batismo que, segundo ele, atesta a maioridade de L. O Estado teve acesso ao documento. Nele aparece apenas o primeiro nome de L., e o nome da mãe está errado.

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