Policiais exonerados pela fuga de 25 presos no Rio

O delegado Elir Clarindo e dois agentes que estavam de plantão na 76ª Delegacia Policial na madrugada desta quarta-feira, quando 25 presos fugiram da carceragem, foram exonerados, suspeitos de conivência com os detentos.O chefe da Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, mandou investigar por que o traficante Anderson de Oliveira Sant?Anna, o Anderson Negão, umdos traficantes mais perigosos de Niterói, estava detido na delegacia e não em uma penitenciária.Lins disse que Negão deveria ter sido cercado de mais segurança. ?Só havia dois policiais de serviço. O efetivo da delegacia era pequeno e não houve pedido de refoço. Além disso, o delegado tinha que ter removido o traficante?, disse o chefe da Polícia Civil.Ele reconheceu que episódios como este arranham a imagem da polícia. ?Isso é péssimo para a instituição, mas, ao mesmo tempo, mostra nossa disposição de não pactuar com essas pessoas.?Anderson Negão é chefe do tráfico de drogas na Favela Vila Ipiranga, em Niterói. Ele é acusado de envolvimento em compra de armas e pagamento de propinas a PMs do 12º batalhão. Dezoito policiais são suspeitos de participação no esquema.Agentes encontraram nesta quinta-feira um celular, dois carregadores e 345 trouxinhas de maconha no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos, no norte fluminense.Nesta quarta-feira, no Presídio Dalton Castro, também em Campos, foram achados 42 estoques (armas fabricadas pelos presos), dez gramas de maconha, cinco de cocaína, dois celulares, uma bateria, quatro cachimbos usados para fumar crack e uma touca ninja.

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