Policiais explodem granada do Exército na Avenida 9 de Julho

Uma granada, de uso exclusivo do Exército, foi encontrada por funcionários da Prefeitura ao lado de um chafariz próximo ao túnel Nove de Julho, região central de São Paulo, uma das principais ligações entre a zona sul e o centro da cidade. O artefato foi detonado por uma equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), por volta das 8h30 desta terça-feira, 8. Caso tivesse sido detonada, a granada teria causado danos em um raio de 15 metros, de acordo com o Gate.Funcionários que faziam a limpeza do local encontraram a bomba e acionaram a polícia. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os dois sentidos da avenida ficaram interditados por 10 minutos, a partir das 10h05, para que fosse realizada a explosão.Suposta bomba na RebouçasUm suposto artefato foi encontrado na Avenida Rebouças, no cruzamento com a Rua dos Pinheiros, na zona oeste de São Paulo no início da tarde. A suspeita de bomba provocou a interdição de trecho por cerca de uma hora. O artefato foi detonado por uma equipe do Gate e constatou-se que não se tratava de explosivo. O trânsito no local já foi normalizado. Segundo testemunhas, passageiros que esperavam ônibus no ponto localizado no cruzamento com a Rua dos Pinheiros suspeitaram de uma mochila preta deixada em um dos bancos e chamaram a polícia.A ação policial e a suspeita de que o artefato poderia explodir preocuparam as pessoas que trabalham na região. "Tive de me afastar e nem sabia que era uma bomba. Fiquei assustado. Tenho medo, né? Não pensava que poderiam mexer com a gente não", disse o dono de uma barraca de salgadinhos, em frente ao ponto, Francisco Lino da Silva.Há duas agências bancárias no entorno do local onde a suposta bomba foi encontrada, mas não precisaram ser evacuadas. "Só pediram para ninguém sair do banco e todos se afastarem dos vidros", disse o vigilante de uma das agências Henrique Vieira Queiroz.Precavida, a secretária da Paróquia Bom Jesus dos Passos, Estela Maria Bueno, preferiu fechar as portas da igreja, que fica bem em frente ao ponto. "Fiquei assustada e corri para dentro da igreja. Fechei a porta, que sempre fica aberta, porque estou insegura", disse.Mesmo sem ter certeza que a bolsa não continha uma bomba, a população aprovou a atuação da polícia. "A gente fica apreensivo, mas é melhor pecar pelo zelo", disse uma funcionária de uma agência bancária. "Prevenir não faz mal a ninguém", concluiu o dono de uma banca de jornais José Alfeu Ferreira.Uma terceira bomba foi encontrada dentro de um ônibus, na Avenida Celso Garcia, próximo à Rua Simas Pimenta, na zona leste de São Paulo. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou o corredor de ônibus no local. AtaquesA Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo contabilizou, na segunda-feira, 7, 78 ataques contra 93 alvos. Houve 2 bandidos mortos e 12 presos. A ordem do PCC para seus filiados novamente saiu de dentro de um presídio. Era para "reativar os ataques". Para o governador Cláudio Lembo, trataram-se de ações "muito simbólicas", mas sem "efetividade".A maioria dos ataques foi realizada na capital paulista, nas zonas leste e oeste. No interior, cinco cidades foram atingidas. A polícia apreendeu uma metralhadora, três coletes à prova de balas, duas espingardas e dois veículos roubados. A forma de ataque foi diferente desta vez. Até então postos de combustível não estavam na mira. Foram 12 alvos, além de 34 agências bancárias ou caixas eletrônicos e 22 ônibus. Boa parte dos ataques foi feita com coquetel molotov (40). Em outros 26 ataques foram usadas armas e em 11, bombas caseiras. "Eles estão fugindo do confronto", disse o comandante geral da PM, coronel Eclair Teixeira Borges. Atualizada às 15h10

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