Policiais federais não irão aderir à greve de quarta-feira

Policiais federais do Rio decidiram nesta terça-feira não aderir à greve nacional da corporação por 24 horas, que será realizada na quarta-feira. Os agentes federais em todo País reivindicam reajuste salarial imediato de 30% e mais 30% em 2007, além de melhores condições de trabalho e garantias funcionais. O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro (SSDPFRJ), Cláudio Alencar, disse que a categoria só entrará em greve caso não sejam atendidas as reivindicações. "Os nossos serviços vão funcionar normalmente amanhã para não prejudicar a população."O presidente do sindicato afirmou que a greve já está sendo planejada desde outubro de 2005. "Acreditamos na palavra do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e até o momento nada", disse ele. "O sindicato vai informar as autoridades sobre o indicativo de greve e fazer os últimos ajustes para a paralisação dos agentes", completou. Em nota, o sindicato informou que "a recomposição salarial é crucial para o restabelecimento da dignidade dos servidores da Polícia Federal".A última greve, que durou 59 dias, foi em março de 2004. Na época, agentes, escrivães e papiloscopistas reivindicaram equiparação salarial equivalente à escolaridade de nível superior, com base na lei 9.266/96 que tornou obrigatório o terceiro grau para ingressar na PF. Eles tiveram reajuste salarial de 17%, em setembro do mesmo ano. Agora, segundo o sindicato, todas categorias se uniram para reivindicar as reposições salariais atrasadas há pelo pelos doze anos.ProtestoAgentes penitenciários do Rio fizeram nesta terça-feira manifestação na Praça da Cinelândia, em frente à Câmara dos Vereadores, no centro. Eles reivindicaram do governo estadual a convocação dos 1.500 inspetores aprovados no concurso de 2003, que tem validade até 2007, e o pagamento da gratificação de R$ 500, concedida pela Justiça, para ativos e inativos da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP).

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