Policiais federais são condenados por corrupção passiva no Rio

Delegado, escrivão e advogado, cujas penas vão até dois anos de prisão, tinham sido absolvidos em primeira instância

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2013 | 15h48

RIO - O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) condenou o delegado Hélio Khristian Cunha de Almeida, o escrivão Carlos Alberto Araújo Lima e o advogado Mario Jorge da Costa Carvalho por corrupção passiva na Polícia Federal do Rio. De acordo com as investigações, eles simularam inquéritos para cobrar propinas de supostos investigados. Os três tinham sido absolvidos em primeira instância.

Além de perder o cargo, o delegado Almeida cumprirá dois anos e meio de prisão em regime aberto e terá que pagar multa. O escrivão Lima foi punido com um ano e quatro meses de prisão e multa que foi convertida em prestação de serviços comunitários. O advogado Carvalho, que atuava como porta-voz do delegado no contato com as vítimas, foi condenado a dois anos de prisão.

Os dois policiais foram condenados por unanimidade pela 2ª turma do TRF2 pela gravidade do crime que atenta contra a credibilidade da PF e por terem violado o dever com poder público.

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região, que entrou com ação no TRF2 contra a absolvição em primeira instância, concluiu que o grau de instrução dos condenados, a premeditação dos crimes, sofisticação e multiplicidade de ações dos réus foram agravantes das penas. Contra o delegado também constaram "a audácia em usar a Superintendência da PF/RJ para intimidar e constranger as pessoas, e desmoralizando o órgão; o grave desvio de finalidade no uso dos poderes de investigação; a posição de protagonismo dentro da PF ao presidir inquéritos; e a prática de falsidade ideológica no ofício expedido ao 9º RGI, com ofensa à imagem e credibilidade do MPF".

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