Fernando Priamo/Tribuna de Minas
Fernando Priamo/Tribuna de Minas

Policiais paulistas envolvidos em tiroteio são transferidos para BH

Suspeita é de que os agentes estivessem fazendo escolta ilegal; empresário baleado no pé teve alta e está preso

Leonardo Augusto, especial para o Estado 

22 de outubro de 2018 | 13h26
Atualizado 23 de outubro de 2018 | 12h31

BELO HORIZONTE - Os quatro policiais civis de São Paulo envolvidos em tiroteio com policiais civis de Minas Gerais na sexta-feira, 29, em Juiz de Fora, foram transferidos na manhã desta segunda-feira, 22, para a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, conforme informações da Superintendência de Estado de Administração Prisional de Minas Gerais (Seap).

Já o empresário Antonio Vilela,  baleado no pé durante o tiroteio, teve alta na noite deste domingo, 21, do Hospital Monte Sinai, e foi levado para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora. 

Os policiais presos são Jorge Alexandre Barbosa de Miranda, Caio Augusto Freitas de Lira, Bruno Martins Magalhães Alves e Rodrigo Castro Salgado da Costa. O grupo é formado por dois delegados e dois investigadores, que tiveram transferência determinada pela Justiça depois de sentença em audiência de custódia que transformou em preventiva a prisão temporária dos quatro integrantes da corporação paulista e do empresário. Neste caso, não há prazo para que sejam soltos. Na prisão temporária, o tempo de permanência na prisão é de cinco dias prorrogável por mais cinco.

Segundo termo lavrado na audiência de custódia, o empresário seria o dono de notas falsas, em montante estimado em R$ 14 milhões, que seria trocado por dólares do também empresário de São Paulo Jerônimo da Silva Leal Júnior, que viajou a Juiz de Fora e, durante o tiroteio, foi baleado no abdome. O empresário paulista está internado em estado grave no Monte Sinai e também teve a prisão temporária convertida em preventiva.

O tiroteio entre integrantes das corporações dos dois Estados, conforme as investigações iniciais da Polícia Civil de Minas Gerais, teria começado depois que foi descoberto que as notas de real a serem entregues pelos dólares seriam falsas. Os dois grupos, que, ao que indicam as investigações, faziam escolta ilegal para os dois empresários de seus respectivos Estados, teriam então iniciado a troca de tiros. No confronto, o policial civil de Minas Rodrigo Francisco morreu.

A assessoria de comunicação da corporação informou que, em função das investigações, não revela os nomes dos outros policiais do Estado envolvidos no tiroteio, tampouco as circunstâncias em que os agentes compareceram ao local da troca de tiros.

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