Policiais prometem marcação sobre Rosinha Matheus

Policiais Civis em greve decidiram "partir para o enfrentamento" e prometem acompanhar a governadora Rosinha Matheus (PMDB) em atos públicos "até atingi-la politicamente". A afirmação é do presidente do sindicato da categoria, Fernando Bandeira. "Onde a governadora for, vamos atrás. A gente nem sabe o que vai acontecer, porque a revolta é muito grande. Vamos insistir até as últimas conseqüências."O governo do Estado informou que não concederá reajuste aos policiais civis - são 10,5 mil no Estado, de acordo com o sindicato. "É o pior salário Brasil, onde se morre mais policial. Um governo de mentira, de cascata, que faz politicagem com a polícia. Uma lei estadual prevê 23,5 mil policiais civis, mas temos menos da metade. Sem efetivo, fica a impunidade", declarou o sindicalista.Os policiais haviam feito uma paralisação de 48 horas na semana passada e decidiram retomar a greve pelo menos até sexta-feira, quando haverá nova assembléia. Não há um balanço oficial de quantos policiais aderiram à greve. "Não é aumento, queremos que nos devolvam o que foi retirado", disse o presidente do sindicato, referindo-se à perda de uma gratificação especial de atividade que foi mantida para delegados, policiais militares e bombeiros.Bandeira afirmou que manterá pelo menos 30% do efetivo nas delegacias, como determina a legislação trabalhista, "para segurar os pepinos mais importantes". Alguns policiais usavam coletes com a inscrição "em greve". Na 5. DP, que fica ao lado da Chefia de Polícia, no centro, os policiais teriam sido impedidos de usar o colete, de acordo com o sindicato."Aqui não tem greve, está limpinho, limpinho", disse o titular da delegacia, Claide Ribeiro. Ele afirmou que não houve incidentes como os da semana passada, quando foi acusado de "prender" policiais grevistas e trancar a porta da delegacia para evitar a entrada de manifestantes. "O problema é que, quando eles tomam certas atitudes, elas têm que ser corrigidas na hora", declarou. Segundo Bandeira, a "repressão dos delegados é grande, por ordem do chefe (Álvaro Lins, chefe de polícia)". Na semana passada, Lins ameaçou punir os grevistas.Os policiais estão registrando apenas flagrantes, e somente na presença de delegados. "Sem delegado, nada feito", disse a sindicalista Cheila Masioli. O serviço de remoção de cadáveres também está mantido, segundo o sindicato.

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