Policiais que mataram jovem no PR ficam detidos em batalhão

Juiz negou pedido de prisão preventiva, mas decidiu que eles fiquem no quartel por tempo integral por 30 dias

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2008 | 17h21

Os soldados Luís Gustavo Landmann e Dionete dos Santos Rodrigues, acusados de terem feitos disparos que mataram a estudante Rafaeli Ramos Lima, de 21 anos, na madrugada do dia 13, em Porto Amazonas, a cerca de 80 quilômetros de Curitiba, não puderam deixar o 1.º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa durante o fim de semana. Por determinação do juiz da Vara de Auditoria Militar Estadual, em Curitiba, Davi Pinto de Almeida, eles ficarão em tempo integral no quartel por 30 dias ou enquanto durar o Inquérito Policial Militar (IPM).   Veja também: Delegada descarta intenção de matar na conduta de PMs no PR Pai de jovem ferido durante perseguição fala em 'execução' 'Fizemos cagada', disse policial após matar jovem por engano   Desde o dia da morte da estudante, eles foram retirados do trabalho nas ruas, fazendo apenas atividades administrativas no batalhão, mas, à noite, tinham permissão para ficar com os familiares. O juiz negou pedido de prisão preventiva que foi feito pelo presidente do IPM, sob argumento de que não há riscos à ordem pública e nem na coleta de provas. Eles não ocupam celas, mas os alojamentos normais do quartel.   No domingo, familiares e amigos da estudante participaram de missa e fizeram protestos pelas ruas de Porto Amazonas. Em frente ao posto da PM, a parada foi para pedir justiça. A jovem foi morta com um tiro na cabeça, quando voltava de um baile de formatura juntamente com o amigo Diogo Soldi Schuhli.   Eles estavam em um Gol preto, que foi confundido com um Palio preto, onde, supostamente, havia traficantes de cigarros. O carro e os cigarros foram encontrados, mas quem ocupava o veículo acabou fugindo. O veículo da polícia acabou colidindo com o Gol e os policiais atiraram, matando Rafaeli e ferindo levemente Schuhli.

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