Policiais rodoviários são denunciados por formação de quadrilha no Ceará

Grupo teria criado 'pacote promocional' com valor fixo mensal de propina

Ricardo Valota, da Central de Notícias,

21 de maio de 2011 | 08h58

São Paulo, 21 - Cinco policiais rodoviários federais que atuavam nas cidades de Milagres e Icó, no Ceará, foram afastados de suas funções e estão sendo investigados por corrupção ativa e formação de quadrilha, crimes cometidos durante o trabalho que realizavam na BR-116.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), que ingressou uma ação penal contra os policiais, durante vários anos os policiais cobraram propina para liberar veículos e condutores supostamente irregulares, na maioria em abordagens a caminhões.

A Promotoria de Juazeiro do Norte afirma que o grupo chegou a adotar uma espécie de "pacote promocional" de corrupção, no qual se acertava o pagamento de um valor fixo mensal para não mais fiscalizar veículos de algumas empresas ou então não cobrar propinas - que chegavam a até R$ 1 mil - toda vez em que algum destes veículos ocasionalmente fosse parado.

No inquérito instaurado para investigar o caso, constam inúmeras provas das práticas de corrupção e formação de quadrilha. Entre essas provas estão comprovantes de depósitos bancários e e-mails com informações sobre pagamentos feitos aos agentes. Caso sejam condenados, os policiais serão exonerados e correm o risco de cumprir pena de até 24 anos de prisão.

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