Policiais são acusados de decapitar vítima

O 15º Batalhão de Duque de Caxias tem um histórico de policiais investigados por suspeita de crimes. Em 30 de março de 2005, oito PMs foram presos, acusados de matar duas pessoas e jogar a cabeça de uma delas no quartel, atirando-a sobre o muro do batalhão. O crime foi apontado como retaliação à troca de comando no BPM de Caxias. O coronel Paulo César Lopes anunciou que faria uma faxina no quartel, para combater crimes e corrupção. Até o duplo assassinato, Lopes havia punido mais de 60 homens por delitos como omissão, desobediência e suposto envolvimento com roubos e mortes. No dia seguinte, aconteceu em dois municípios da Baixada Fluminense, Nova Iguaçu (área do 20º BPM) e Queimados (área do 24º BPM), a maior chacina da história do Estado, com 29 mortes. A motivação, segundo o Ministério Público, foi a mesma do duplo assassinato: um protesto contra a linha-dura adotada para moralizar a polícia da região. Este ano, em março, um cabo do 15º BPM foi apontado como um dos participantes de outra chacina: a execução de cinco jovens em Caxias. Os homens do 15º BPM também têm no currículo alta taxa de letalidade. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2006 eles mataram em serviço 54 pessoas. Só ficaram atrás do 9º BPM, de Rocha Miranda, que matou 83 pessoas. Na última grande ação realizada contra policiais ligados ao tráfico, a Operação Gladiador, a Polícia Federal prendeu 77 PMs, em dezembro. A maior parte pertencia ao 14º BPM, em Bangu, zona oeste.

TALITA FIGUEIREDO, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2018 | 00h00

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