Policiais são acusados por seqüestro de chinesa no Rio

A polícia do Rio identificou os seqüestradores e supostos assassinos da chinesa Ye Goue, de 35 anos: quatro policiais, dois civis e dois militares, a pegaram depois de realizar uma transação ilegal para trocar R$ 220 mil por US$ 110 mil em uma casa de câmbio de um shopping na Barra da Tijuca, em 17 de julho. Os acusados tiveram a prisão preventiva decretada ontem por latrocínio e ocultação de cadáver. Todos negaram o crime e prometeram se apresentar à Corregedoria-Geral Unificada (CGU). Até ontem, só um policial civil e um PM estiveram na CGU e foram presos. "O cabelo da vítima foi encontrado na viatura policial usada no seqüestro e a quebra de sigilo telefônico mostrou que os acusados estavam no shopping e se comunicaram várias vezes na hora do crime", disse o titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Carlos Augusto Nogueira Pinto. Não foi possível apontar se o sangue encontrado na viatura era da vítima. Estão presos o ex-PM e policial civil Marcelo Gomes Costa e o PM Izan Chaves de Melo. O PM Claudio Rodrigues de Azevedo e o policial civil Fabiano Amaral Bernardes não se apresentaram. O marido de Ye Goue, Chen Chen Hou, será investigado. A polícia quer saber qual sua ligação com o dinheiro que a mulher trocava. Segundo o delegado, a vítima era monitorada pelos criminosos. As investigações apontam que não era a primeira vez que ela teria sido extorquida por policiais fluminenses. Outros agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada, onde estavam lotados os policiais civis envolvidos no crime, também são investigados. Pinto descartou a hipótese de que a chinesa venha a ser encontrada com vida e acha difícil o corpo ser achado. "A esperança é de que algum dos acusados faça revelações, em troca da delação premiada", afirmou.

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