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Policiais são condenados no caso de chinesa desaparecida

Quatro policiais - dois civis e dois militares - foram condenados a 12 anos de prisão por roubo, mas absolvidos do crime de ocultação de cadáver no caso da chinesa Ye Guoe, de 35 anos. Ela sumiu em julho de 2008 ao deixar um shopping na Barra com US$ 130 mil. Um taxista viu a vítima no carro da polícia. Os réus podem recorrer.Ye Guoe esteve no Shopping Downtown em 17 de julho para trocar R$ 220 mil por dólares, numa operação ilegal de câmbio. Na saída do centro de compras, ela falou com o marido por telefone e pegou um táxi, que foi interceptado por policiais civis e militares. Durante as investigações do caso, a perícia encontrou o cabelo da chinesa no carro da polícia. O corpo da chinesa, no entanto, nunca apareceu. Por conta disso, os policiais civis ( Marcelo Gomes da Costa e Fabiano do Amaral Bernardes) e os PMs (Cláudio Rodrigues de Azevedo e Izan Chaves de Mello) foram condenados apenas por roubo triplamente circunstanciado - emprego de arma, concurso de pessoas e retenção da vítima. O ex-governador Nilo Batista, advogado auxiliar da acusação, disse que vai recorrer da sentença, para que os policiais sejam julgados ainda por latrocínio (roubo seguido de morte).O juiz André Ricardo Ramos, da 28ª Vara Criminal do Rio, determinou ainda que os condenados sejam expulsos da polícia. Seis funcionários da casa de câmbio foram acusados de falso testemunho, mas apenas uma foi condenada. Graziele de Farias foi sentenciada a 1 ano e 2 meses de prisão, convertida em multa e prestação de serviços. Os funcionários haviam negado que a chinesa tivesse feito negócios na casa de câmbio, que não tinha permissão para compra e venda de dólares.

Clarissa Thomé, O Estadao de S.Paulo

30 de junho de 2009 | 00h00

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