Policiais são presos no Rio após distúrbios em Copacabana

Oito policiais militares do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE), entre eles um oficial, tiveram prisão administrativa decretada nesta sexta-feira. Eles participaram de uma operação no Complexo Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na quarta-feira, quando um violento confronto entre moradores e PMs deixou três mortos. A polícia afirma que os mortos eram traficantes e estavam armados, versão contestada por moradores dos morros.As prisões foram decididas depois que o inspetor-geral de polícia, coronel João Carlos Ferreira, encontrou toucas-ninja e camisas pretas que não correspondem ao padrão de uniformes da PM no alojamento dos policiais. No dia do conflito, a presidente da associação de moradores do Pavão-Pavãozinho, Alzira Amaral, disse que ?todas as noites, eles (PMs) entram na comunidade com a cara pintada, de touca-ninja e sem identificação?. Moradores da favela que participaram da manifestação e sejam reconhecidos por imagens de tevê também serão presos. A prisão dos PMs é válida por 30 dias. A Secretaria de Segurança Pública determinou que em novos casos de tumulto a polícia prenda em flagrante os manifestantes, que serão indiciados por ?crime de associação para o tráfico?, que pode ser punido com até dez anos de prisão e é inafiançável.

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