Policiais são presos sob suspeita de atuação no jogo do bicho no Rio

Cinco policiais civis, entre eles um delegado, foram presos em operação da Corregedoria da Polícia Civil

Tiago Rogero , Estadão.com.br

01 de junho de 2011 | 09h53

RIO - Cinco policiais civis, entre eles um delegado, foram presos na manhã desta quarta-feira, 1, durante operação da Corregedoria Interna da Polícia Civil do Rio (Coinpol) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado (MP-RJ). O grupo, segundo a polícia, estava envolvido com o jogo do bicho e cobrança de propina em Niterói, na região metropolitana. A ação teve início às 5h, com o objetivo de cumprir 10 mandados de prisão preventiva.

 

Ao todo, oito pessoas foram detidas: além dos policiais, um agente penitenciário, um advogado e um informante da quadrilha. Dois policiais civis estão foragidos. De acordo com o MP-RJ,os alvos da operação foram denunciados por crimes como formação de quadrilha, prevaricação e corrupção.

 

A denúncia encaminhada pela Gaeco foi recebida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo. Além dos mandados de prisão expedidos, a Justiça autorizou a realização de buscas em 29 endereços. Um deles, a casa do ex-presidente da escola de samba Viradouro, o ex-policial Marcos Lira, em Niterói. No local, os agentes encontraram uma máquina de caça-níqueis. Lira não foi preso porque, segunda a polícia, não havia mandado expedido contra ele.

 

Na casa de um dos policiais, em Niterói, os agentes encontraram uma mala de dinheiro escondida em uma árvore, com R$ 210 mil. A chefe da polícia civil do Rio, delegada Martha Rocha, disse que a corregedoria vinha trabalhando desde o início do ano na investigação sobre a "permissibilidade de policiais civis da área de Niterói com a questão do jogo do bicho". Os presos serão levados para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8.

 

Notícia atualizada às 16h32.

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