Policiais serão ouvidos nesta terça pelo assassinato de motoboy

Moradores da favela acusaram PMs pelo crime e queimaram carros, interditaram uma rua e depredaram lojas

Felipe Werneck e Talita Figueiredo, O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2008 | 08h21

Os quatro PMs detidos administrativamente, sob acusação de participação no assassinato do motoboy Edson Vaz do Nascimento, de 36 anos, serão ouvidos novamente nesta terça-feira, 22, pela Polícia Civil. Funcionário de uma farmácia, Nascimento foi morto na Favela do Morro Azul, no sábado, supostamente em ação policial. As armas dos PMs foram recolhidas. O laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que pode identificar de onde partiu o tiro, ainda não foi divulgado.  Moradores da favela acusaram PMs pelo crime e queimaram carros, interditaram uma rua e depredaram lojas. Parentes do motoboy contaram, na 9ª DP, que ele foi atingido por um tiro supostamente disparado por policiais do 2º BPM ao parar para conversar com um vizinho.  Os PMs alegaram que ouviram o tiro quando estavam perto de um acesso ao morro, prendendo um homem acusado de tráfico, e não viram quem atirou. Na seqüência, ao chegarem para ver o ocorrido, foram impedidos por moradores de sair da favela. No carro da PM, peritos encontraram drogas e dinheiro - o homem preso teria conseguido fugir durante o protesto.

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