Policiais suspeitos de onde juíza executada atuava serão transferidos

Autoridades no Rio decidiram também aumentar contigente policial na proteção de magistrados

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2011 | 14h37

RIO - As autoridades resolveram mudar os policiais do 7º Batalhão de Polícia Militar de Alcântara (São Gonçalo) que respondem a processo na Justiça para outras unidades do Rio como medida de segurança, após a morte da juíza Patrícia Acioli. De acordo com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Manoel Alberto Rebêlo, o objetivo da dispersão é desarticular as organizações criminosas que atuam naquele município.

 

A decisão saiu após reunião entre Rebêlo, os juízes destacados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para acompanhar as investigações sobre a execução da magistrada, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes. O encontro aconteceu no Palácio Guanabara, sede do Executivo fluminense.

 

As autoridades saíram otimistas em relação a um desfecho rápido na investigação do assassinato de Patrícia. O presidente do TJ-RJ também anunciou medidas de segurança para proteção dos magistrados. Segundo ele, o tribunal passará a contar com mais 30 policiais militares e 10 carros blindados para a proteção dos juízes ameaçados de morte.

 

Ainda hoje, a comissão do CNJ deverá ir à Divisão de Homicídios da capital, na Barra da Tijuca, na zona oeste, responsável pelo caso. Os investigadores trabalham na identificação dos dois motoqueiros que executaram a magistrada.

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