Policial confirma que acusado de matar inglesa tentou suborno

Comandante disse em depoimento à Justiça que Mohamed D'Ali ofereceu R$ 70 mil para não ser preso em GO

Rubens Santos, especial para O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2008 | 19h57

O comandante Cláudio de Oliveira Silva confirmou nesta quarta-feira, 19, que o goiano Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos tentou subornar os policiais oferecendo R$ 70 mil, no momento em que foi preso, após matar a inglesa Cara Marie Burke, de 17 anos, em julho. "Ele não se mostrou arrependido e ainda fez várias ofertas para deixá-lo ir, livre", disse o PM que chefiava a equipe da Rotam, uma tropa de elite da PM de Goiás.   Veja também: Juiz autoriza acusado de matar inglesa em GO a fazer exames   O depoimento foi dado nesta tarde ao juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, durante audiência de instrução e julgamento de Mohammed, acusado de matar, esquartejar e esconder o corpo de Cara. Apesar da gravidade da acusação, testemunhas de defesa como Helen de Matos Victoy, namorada de Mohammed, tentou melhorar a imagem dele diante do juiz. "Ele não era agressivo", afirmou, após confirmar que o uso de drogas não era algo recente na vida do rapaz. Ela negou que Mohammed - que chegou calado, sem dar entrevista ou fazer piadas - estivesse envolvido com a inglesa apesar das provas, evidências e testemunhos contrários.   Desocupado, sem trabalhar ou estudar, Mohammed D'Ali arquitetou matar a inglesa, há quatro meses, quando Cara Marie ameaçou denunciar seu envolvimento e consumo de drogas. "Ela disse que contaria à minha mãe, então a chamei para ir em minha casa", contou à policia durante a fase de inquérito. "Enquanto a Cara comia bolacha, sentada no sofá da sala, fui à cozinha e peguei uma faca; voltei, tapei a boca dela e acertei as facadas".

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