Policial é acusado de torturar e violentar prostitutas

O policial D. O ., de 35 anos, foi preso na madrugada deste domingo, acusado de torturar e violentar garotas de programa que fazem ponto na região central de Sorocaba. Ele reside em Votorantim, mas trabalha no 14º Batalhão da Polícia Militar em Osasco, na Grande São Paulo, e estaria agindo na região de Sorocaba desde o fim do ano passado.O acusado foi detido depois de ser reconhecido por uma mulher de 29 anos como o homem que a atacou. Ao saberem da prisão, outras duas vítimas procuraram a polícia. D. vai responder às acusações em liberdade porque não foi apanhado em flagrante.Segundo a vítima J. , o acusado a abordou na rua da Penha, no centro da cidade, propondo um programa. Depois que entrou no carro, ele sacou uma arma, um revólver calibre 38 da corporação, e levou-a para um local ermo, onde a ameaçou de morte. Ele simulou várias vezes a roleta russa com a arma apontada na cabeça de J., acionando o gatilho. Ao violentá-la, não usou preservativo.Outra mulher, K., de 26 anos, também sofreu tortura psicológica. Quando implorava para que o policial não a maltratasse, pois tinha um filho de apenas dois anos, ele respondeu que a criança ficaria órfã. A garota L., de 19 anos, disse que o acusado também a ameaçou com o revólver.O policial foi preso porque uma das garotas anotou as placas do seu carro, um Escort. O veículo foi parado por uma guarnição da própria PM. O acusado identificou-se como policial e apresentou o revólver carregado. Ele foi levado à Delegacia Participativa da Polícia Civil e indiciado pelos crimes de estupro, atentado violento ao pudor e constrangimento ilegal.As mulheres disseram não saber que se tratava de um policial. O comandante do Policiamento de Área da PM, coronel João Oliveira Verlangieri, disse que a conduta do policial será investigada também pela corporação, através de um Inquérito Policial Militar (IPM). Ele pode ser afastado das funções durante as investigações e, caso se comprovem as denúncias, será expulso.

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