Policial e ex-policial são torturados e mortos em Campinas

Um agente do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e um investigador exonerado foram torturados e mortos em Campinas. A polícia encontrou os corpos no porta-malas do carro do agente, por volta das 22h30, no bairro Dic 4, periferia da cidade. A principal hipótese é de que os policiais tenham sido vítimas de latrocínio. Mas o encarregado do Garra, o investigador Fernando Salomone, alegou que nenhum possibilidade será descartada. Salomone comentou que o agente Luiz Antonio da Silva, de 40 anos, deixou o Garra cerca de 1h30 antes e passou pela casa do investigador Eleonir Moraes Vilas Boas, de 45 anos, exonerado em 2000, no bairro Nova Europa. Na frente da casa, de acordo com o relato de testemunhas, os dois foram abordados por quatro homens armados, que levaram o carro de Silva e obrigaram os policiais a irem junto. O veículo, um Golf verde, foi localizado aproximadamente uma hora depois, com os corpos no porta-malas. Moradores avisaram a polícia sobre o automóvel. "Um dos policiais estava muito machucado", contou Salomone, referindo-se a Vilas Boas. O outro, acrescentou, tinha um pano enrolado em toda cabeça. Ele disse que nenhum suspeito foi preso até agora. A carteira, o celular e uma bolsa com pertences de Silva foram levados pelos bandidos. "Ainda não sabemos se o outro policial teve alguma coisa roubada", explicou Salomone. Os corpos passaram por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Campinas e o laudo deverá ser divulgado neste sábado, 25. A polícia não sabe que arma os bandidos usaram nem quantos tiros cada policial levou.

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