Policial é ferido ao impedir resgate de presos

Bandidos tentaram "resgatar" presos nesta madrugada da carceragem da Delegacia de Miracatu, no Vale do Ribeira. Um investigador ficou ferido e foi levado para um hospital, mas não corre risco de morte. Até o momento cinco dos bandidos foram presos, mas a polícia realiza uma operação na região para localizar o restante da quadrilha.Eram 4 horas quando dois homens entraram na delegacia para registrar uma ocorrência. Em seguida, eles sacaram suas armas e começaram a disparar. Os policiais, no entanto, reagiram e houve um intenso tiroteio no qual um investigador foi baleado. "O projétil 9 milímetros atravessou as duas pernas do policial", contou o delegado titular Fábio Guimarães. Ele informou que os bandidos estavam armados com pistolas e uma metralhadora, todas exclusivas das Forças Armadas, e dispararam "para todos os lados". Por causa da reação dos policiais os marginais fugiram. O policial baleado está no Hospital de Pariqueraçu, município vizinho.Segundo o delegado eram entre sete e oito homens que pretendiam libertar dois ladrões presos na cadeia, cujos nomes ele preferiu não revelar. Fábio Guimarães identificou alguns dos homens e informou que são do município de Mauá, no ABC paulista. O policial não descartou a hipótese de se tratar de mais um caso de presos que contratam grupos especializados em resgate para livrá-los da cadeia.Minutos depois da ação dos marginais, policiais rodoviários federais e militares conseguiram prender quatro deles que fugiam em dois veículos pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). Um outro integrante do bando foi preso pela polícia civil, logo em seguida."A segurança aqui é uma piada"O delegado reclamou bastante da falta de segurança na delegacia. Ele afirmou que a cadeia tem capacidade para abrigar cerca de 30 presos, mas há hoje setenta pessoas no local. "A segurança aqui é uma piada", esbravejou o policial. "Já comunicamos nossas chefias, mas continuamos esperando providências", afirmou. O delegado titular de Miracatu contou ainda que há problemas no abastecimento de combustível das viaturas. "Recebemos 800 litros da Secretaria de Segurança Pública a cada três ou quatro meses e cerca de mil litros em doações aqui da região", contabilizou. Guimarães acredita que se não fosse o combustível doado haveria viaturas paradas.

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