Policial é suspeito do assassinato de comerciante em SP

O agente policial Wendel Souza e Silva, que trabalha no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), está no presídio especial da Polícia Civil como suspeito do assassinato do libanês Jihad Ahamad Kassen, de 33 anos.Preso no Fran?s Café na Rua Cubatão, no bairro do Paraíso, na noite do dia 12, Kassen, que era comerciante de produtos importados, foi morto com sete tiros, a maioria na cabeça. Seu corpo foi encontrado horas depois na Estrada da Colônia, em Parelheiros, na zona sul, distante 50 quilômetros do café, e levado para o Instituto Médico-Legal (IML). Só na noite de anteontem a família identificou o corpo. A identidade foi confirmada pela arcada dentária.Nesta terça-feira, o corregedor da Polícia Civil, Rui Estanislau Silveira Melo, negou que mais um policial civil tenha participado da morte de Kassen. Ele afirmou que Silva nega ser o autor do crime, mas continua preso por ter sido reconhecido por fotografia e pessoalmente pela testemunha - também libanês -, que estava com a vítima quando ela foi algemada e levada para um carro.O delegado Armando de Oliveira Costa Filho, diretor da Divisão de Homicídios, não quis dar detalhes sobre o trabalho que vem sendo realizado por seus policiais na tentativa de esclarecer o crime e identificar os assassinos. "Caso que está sendo investigado não se comenta", disse.Na noite do dia 12, Kassen estava no café acompanhado do amigo quando dois homens chegaram, se identificaram como policiais e o levaram. A família pensou que se tratava de seqüestro e apresentou queixa no 78º Distrito Policial. O agente, há menos de dois anos na polícia, foi denunciado como um dos autores do crime por meio de um telefonema.

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