Policial grevista é morto em pizzaria próxima à Assembleia da Bahia

Polícia Civil investiga hipóteses de latrocínio ou vingança para a morte do PM, que estava com a família

Tiago Décimo, Agência Estado

08 Fevereiro 2012 | 10h21

O policial militar Lenildo Costa, de 37 anos, foi morto no fim da noite de terça-feira, 7, em uma pizzaria localizada nas proximidades do Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde PMs grevistas estão acampados desde a terça-feira passada.

Costa participava do movimento desde o primeiro dia e, ontem à noite, decidiu encontrar a mulher e dois filhos para comer uma pizza, a pouco mais de dois quilômetros do local. Segundo testemunhas, dois homens chegaram em um carro, anunciaram um assalto ao estabelecimento, atiraram contra o PM e levaram a arma de Costa antes de fugir.

"É uma tristeza muito grande perder um companheiro assim, mas é para que fique claro que a gente também sofre com a falta de segurança na Bahia", diz um amigo do policial morto, também PM grevista, que prefere não se identificar.

A Polícia Civil trabalha com as hipóteses de latrocínio ou vingança.

Madrugada. A madrugada voltou a ser tranquila na Assembleia Legislativa da Bahia, onde cerca de 300 PMs grevistas estão amotinados, isolados por tropas do Exército, e outros 500 acompanham as ações do lado de fora.

As principais manifestações ocorreram por volta da meia-noite, quando chegaram oficiais da PM ao local, em apoio ao movimento grevista, que paralisa parte da polícia no Estado há oito dias. Os policiais cantaram palavras de ordem e não houve resposta do Exército.

Durante a madrugada, um homem deixou o grupo que está dentro da Assembleia, elevando para seis o número de desistências na ocupação do prédio. Segundo o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), não há mais crianças na Casa.

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