Policial mata policial em posto de gasolina

O policial civil Giovani Masi Neto, de 32 anos, foi assassinado pelo policial militar Ronildo Piva Nabarro, de 25 anos, na madrugada deste sábado, após uma discussão num posto de gasolina 24 horas no bairro Paulicéia, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Até o início da noite deste sábado, ainda não havia um consenso a respeito das circunstâncias do assassinato.A defesa de Nabarro sustenta que houve um tiroteio e que o PM atirou em legitima defesa. ?Ele está ferido superficialmente na coxa direita e a camiseta ficou chamuscada?, afirmou o advogado Alfredo José Gonçalves Rodrigues.A família do policial civil morto, que era casado e pai de quatro crianças, acredita que Masi Neto tenha sido vítima de um assassinato à queima roupa, sem chance de defesa. ?Meu filho tinha duas armas no carro, mas não chegou a usá-las, o PM chegou atirando? disse o pai, Paolo Masi, de 53 anos. ?E o pior é que ainda disseram que meu filho tentava assaltar o posto e, por isso, foi baleado?, contou. ?Ele mora há poucos metros do local e todos da família somos clientes da loja de conveniência.?Segundo ele, o filho voltava de um encontro com amigos e parou para comprar chocolate para os filhos. A família de Masi Neto acha que os ferimentos de Nabarro e os disparos contra a picape que o PM usava foram forjados. ?Ele fugiu após o crime e só chegou à delegacia bem mais tarde, acompanhado por dezenas de PMs?, disse o pai da vítima. Os investigadores pretendem apurar se Masi Neto e Nabarro já se conheciam e se haviam tido desentendimentos anteriores. O supervisor regional da Policia Militar, Capitão José Roberto de Castro, informou que teria havido uma discussão entre o policial civil e o militar poucos minutos antes do assassinato. Os dois teriam trocado insultos por causa de uma vaga de estacionamento no posto onde ocorreu o crime.

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