Policial militar é suspeito de matar cachorro com tiro no interior da Bahia

Segundo associação, morte não teve motivo aparente, mas PM diz ter sido atacado em Capim Grosso

Ítalo Reis, estadão.com.br

02 Março 2012 | 17h53

SÃO PAULO - Uma associação de defesa dos animais acusa um policial militar de ter matado um cachorro na cidade de Capim Grosso, na região central da Bahia, sem motivo aparente. O animal foi morto na rua, na frente dos moradores, com um tiro que teria sido disparado pelo PM no último dia 24 de fevereiro.

Segundo a Associação Brasileira Protetora dos Animais (ABPA), o pequeno vira-lata chamado Caco estava na rua com a irmã do dono do animal quando latiu e teria avançado sobre o PM. O agente, então, pediu para a menina que 13 anos que o cão fosse levado para dentro de casa.

Momentos depois, o policial voltou pelo mesmo local e Caco voltou a latir. De acordo com a ABPA, o PM sacou a arma e disparou contra o animal na frente da menina. A irmã mais velha da garota ligou para o dono do cachorro avisando sobre o ocorrido.

A família dona do cachorro diz que uma viatura da Polícia Militar recolheu o animal e o levou para um local desconhecido. Na rádio local, segundo a associação, um tenente do batalhão da PM de Capim Grosso disse que o policial foi atacado pelo cão; o dono rebate a informação e diz que Caco era carinhoso.

A reportagem procurou a 24ª Companhia da PM que atua em Capim Grosso e não obteve retorno sobre o caso. A Promotoria da cidade, que teria recolhido a arma do PM suspeito, também não atendeu as ligações. A central da Polícia Militar foi contactada, mas não deu um posicionamento pois também não teve retorno do batalhão de Capim Grosso.

Em nota, a diretoria da ABPA na Bahia expressou "repúdio e indignação ao ato bárbaro" do policial. "Cabe ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar da Bahia apurar os fatos e punir este ato de crueldade", afirma o comunicado.

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