Reprodução/Facebook de Fabiano Garcia
Reprodução/Facebook de Fabiano Garcia

Policial militar mata mulher, dois filhos, enteada, mãe, irmão e mais duas pessoas no Paraná

PM identificado como Fabiano Junior Garcia cometeu os crimes em Céu Azul e Toledo, no oeste do Estado, e se matou

Fábio Donegá, Especial para o Estadão

15 de julho de 2022 | 09h30
Atualizado 15 de julho de 2022 | 16h58

CASCAVEL - Um policial militar lotado no 19º BPM (Batalhão da Polícia Militar) matou oito pessoas, seis da própria família, e cometeu suicídio entre a noite de ontem e a madrugada desta sexta-feira, 15, nas cidades de Toledo e Céu Azul, no oeste do Paraná.

Segundo o boletim de ocorrência do caso, o PM identificado como Fabiano Junior Garcia, de 37 anos, matou inicialmente a mulher, Kassiele Moreira, e a enteada Amanda Mendes Garcia na residência do casal, na Rua Rui Barbosa, em Toledo.

Em seguida foi a um imóvel na Rua Boa Esperança e tirou a vida da mãe, Irene Garcia, e do irmão, Claudiomiro Garcia, além matar mais duas pessoas que, segundo o registro policial, aparentemente foram escolhidas aleatoriamente: Kaio Felipe Siqueira da Silva e Luiz Carlos Becker.

Já na cidade de Céu Azul, distante cerca de 65 km de Toledo, o policial Fabiano Junior Garcia ainda matou seus dois filhos mais novos, Miguel Augusto da Silva Garcia e Kamili Rafaela da Silva Garcia.

O militar teria então retornado para Toledo e se deparou com uma equipe da PM que prestava atendimentos no local onde matou a mulher e a filha. Ele então passou em baixa velocidade e, após estacionar o carro, disparou conta a própria cabeça, segundo os policiais.  

Equipes de socorro foram acionadas, mas apenas puderam constatar o óbito de Fabiano Garcia, que estava com uma arma de fogo funcional, bem como munições e carregadores, além de uma faca que possivelmente foi utilizada no homicídio da mãe.

Ainda segundo informações da polícia, o PM estava em processo de separação da mulher e tinha dívidas. Em entrevista na manhã desta sexta-feira em Londrina, o comandante geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmou que Fabiano Garcia deixou o trabalho ontem às 19h.  Ele disse ainda que o PM ligou para o cunhado por volta das 23h e que os assassinatos teriam sido cometidos entre esse horário e 0h30. O autor da chacina também enviou áudio a parentes e amigos nos quais falava sobre a separação e as dívidas. 

“Não sabemos se os primeiros homicídios foram às 23h, mas ele teve tempo de deslocamento de uma região para outra, então ele teve tempo para se arrepender e não fazer o que fez.  Presumo que ela já tinha um planejamento, a intenção de fazer tudo isso e já estava decidido a fazer e infelizmente ele fez”, disse. "Ele era um excelente profissional, exercia uma função de confiança, na qual os melhores são escolhidos para essa missão. Então, não havia nenhum indicativo fora essa questão da separação e algumas dívidas que ele tinha.”

Fabiano Junior Garcia ingressou na Polícia Militar em 2010. Em nota, a PM do Paraná lamentou a chacina e disse que ele "não tinha histórico de problemas psicológicos e atuava como motorista do coordenador do policiamento da unidade". "Desde dezembro de 2020 a região conta com o apoio do programa PRUMOS, que disponibiliza atendimento psicológico aos militares, com profissionais contratados para atuar nas Organizações Policiais Militares", afirmou a corporação.

As vítimas, segundo a PM:

Kassiele Moreira Mendes Garcia, esposa, de 28 anos

Miguel Augusto da Silva Garcia, filho, de 4 anos

Kamili Rafaela da Silva Garcia, filha, de 9 anos

Amanda Mendes Garcia, enteada, de 12 anos

Irene Garcia, mãe, de 78 anos

Claudiomiro Garcia, irmão, de 50 anos

Kaio Felipe Siqueira da Silva, desconhecido do PM, 17 anos

Luiz Carlos Becker, desconhecido do PM, 19 anos


 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.