Policial que não prestou socorro será afastado

O investigador Marcius Max Morel será afastado preventivamente por 60 dias, devendo entregar distintivo, arma e carteira funcional aos seus superiores. O investigador foi preso em flagrante nesta terça-feira sob as acusações de duplo homicídio e dupla lesão corporal culposos (quando não há intenção) e omissão de socorro.Ele estava dirigindo uma Blazer do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) quando bateu em um Chevette, que pegou fogo na Marginal do Pinheiros, zona sul de São Paulo. Dois ocupantes do carro morreram e outros dois ficaram feridos com queimaduras graves.Em vez de parar e socorrer as vítimas, o policial fugiu do local, deixando para trás uma das placas da Blazer oficial, por meio da qual foi identificado.A decisão de afastar o policial foi tomada nesta quarta-feira pelo delegado Ruy Estanislau Silveira Melo, diretor da Corregedoria da Polícia Civil, que encaminhou representação com esse teor ao delegado-geral, Marco Antonio Desgualdo. Além disso, foi aberto um procedimento administrativo pela corregedoria em sua Divisão de Informações Funcionais (DIF).É esta a divisão responsável pela aprovação dos policiais que se encontram em estágio probatório. Durante os três anos iniciais da carreira, a conduta do policial é analisada antes de ele ser efetivado. Morel está há dois anos na Polícia Civil. "Também determinei a abertura de processo administrativo para apurar o caso", disse o diretor da corregedoria.Horas após o acidente, o policial foi levado por seu superior ao 89º Distrito Policial, onde, por ordem do delegado-geral, foi autuado em flagrante. Ele pagou R$ 600,00 de fiança para responder ao processo criminal em liberdade. O acusado negou que estivesse em alta velocidade.No carro morreram queimados Joel Stelutto e sua mulher, Ivanilde de Barros. Jardel Stelutto, filho de Joel, e sua mulher, Sônia Regina Bosco, foram levados para o Hospital das Clínicas. Uma cópia do auto de prisão em flagrante foi encaminhado nesta quarta pelo distrito policial à corregedoria. O órgão espera a conclusão do laudo da perícia para tentar determinar a velocidade em que a Blazer estava no momento da colisão.

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