Polícias montam força-tarefa contra seqüestros em SP

As polícias Federal, Civil e Militar vão integrar uma grande força-tarefa conjunta para conter o crescimento dos seqüestros e combater o crime organizado no Estado de São Paulo. A criação da força-tarefa é o primeiro passo concreto para a integração das polícias no Estado. O anúncio foi feito no início da tarde, em São Paulo, pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, e pelo secretário Nacional de Segurança, Pedro Alvarenga. A partir da integração, as polícias vão trocar equipamentos e informações, embora os inquéritos continuem independentes. "A Polícia Federal poderá ceder à Polícia Civil equipamentos, informações de órgãos federais, como da Receita, no curso das investigações conjuntas", exemplificou Abreu Filho. Alvarenga disse que o projeto de integração das polícias começou a ser arquitetado pelos órgãos federais e estaduais, em Brasília, a partir dos dois planos de segurança pública para São Paulo, apresentados esta semana, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Parte dos recursos federais de R$ 340 milhões do Plano Nacional de Segurança será repassada para que o governo do Estado possa estruturar a integração das polícias. "Em São Paulo, esta integração começou - na prática -, durante as últimas investigações da morte do prefeito Celso Daniel, de Santo André", afirmou o delegado-geral de polícia de São Paulo, Marco Antonio Desgualdo.Desgualdo disse que, nos últimos dias, "vários cativeiros foram encontrados" e quadrilhas de seqüestradores foram investigadas em conjunto, por equipes das polícias Civil e Militar. As informações das três polícias, durante as investigações da morte do prefeito serão centralizadas pelo delegado Domingos Paulo Neto, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). "Este é um exemplo de como deverão funcionar as forças-tarefa. Elas criarão um modelo efetivo de integração das polícias", disse Desgualdo.

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