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Polícias montam plano para investigar morte dos fiscais

Delegados e agentes da Polícia Federal, membros do Ministério Público e policiais Civis e Militares de Minas Gerais estão reunidos no Fórum de Justiça de Unaí, município do noroeste do Estado, localizado a 140 quilôemtros de Brasília, para definir o plano de investigação sobre o assassinato de três auditores fiscais e de um motorista do ministério do Trabalho. Os fiscais Nelson José da Silva, João Batista Soares Lages, Eratóstenes de Almeida Gonçalves e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram mortos a tiros ontem (28) de manhã, enquanto faziam inspeções de rotina para identificar situações de trabalho irregular em fazendas da região. Segundo o delegado da Polícia Federal, Daniel Sampaio, um dos participantes da reunião, o primeiro passo é reunir todas as informações disponíveis sobre o assassinato. "Ainda é muito cedo para falar alguma coisa. Ainda estamos começando a reunir as informações", disse o delegado por telefone.A apuração do crime é prioridade para o governo federal. Ontem o presidente em exercício, José Alencar, determinou que fosse criada uma força-tarefa para investigar o assassinato dos três fiscais e do motorista. O grupo é composto pelas polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar de Minas Gerais e pelo Ministério Público.De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Especial de Direitos Humanos, não há ligação entre o crime e a ocorrência de trabalho escravo na região. Os fiscais, explicou a assessoria, fazem inspeções, como a de ontem, de forma rotineira para identificar qualquer tipo de irregularidade nas relações trabalhistas, como trabalhadores sem carteira assinada e situações de trabalho degradantes. A assessoria informou ainda que em Minas Gerais não há a incidência de trabalho escravo. Para a coordenadora nacional do Programa de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Patrícia Audi, independentemente de se confirmar ou não a ligação do caso com a ocorrência de trabalho escravo, o crime é um "atentado ao Estado, aos direitos humanos e àqueles que defendem a democracia".Ela disse que o assassinato é uma tentativa inócua de reprimir a ação fiscalizatória do Estado. As informações são da Agênica Brasil. Para ler mais sobre o assassinato dos fiscais do trabalho em Minas: 29/1/2004, quinta-feira: Polícias montam plano para investigar morte dos fiscais Alencar e ministros chegam ao velório dos fiscais Governo quer ser avisado sobre ameaças a fiscais de trabalho 28/1/2004, quarta-feira: Assassinos seerão punidos, diz LulaPresidente em exercício divulga nota sobre assassinatos Ministério do Trabalho divulga nome de fiscais mortos Auditores fiscais são assassinados em Minas ao investigar trabalho escravo

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