Político se destacou na CPI que apurou mensalão

Eleito vereador de Curitiba pelo PMDB em 1996, Gustavo Fruet viu sua carreira mudar subitamente dois anos depois quando seu pai, o ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet, morreu, a poucos dias das eleições em que postulava a reeleição. O filho tomou o lugar e conseguiu sua vaga na Câmara, com quase 46 mil votos.

, O Estado de S.Paulo

14 Julho 2011 | 00h00

Por três mandatos, entre 1998 e 2010, Fruet abriu espaço, em Brasília e na política paranaense, com um eleitorado que cresceu para 105 mil votos em 2002 e 211 mil em 2006. Com o nome frequentemente incluído entre os mais ativos, em pesquisas do site Congresso em Foco, ele foi em 2008 o único deputado federal paranaense a comparecer à 100% das sessões da Câmara.

Foi em 2004, porém, que Fruet se destacou nacionalmente. Como sub-relator da CPI dos Correios - um vasto escândalo que desembocou no mensalão -, passou alguns meses coordenando uma detalhada análise de 20 milhões de registros bancários e 33 milhões de telefonemas.

A partir deles, produziu um relatório final que alimentou, de forma decisiva, o trabalho do Ministério Público. As conclusões desse relatório ajudaram o procurador-geral Antonio Fernando de Souza a pedir, ao Supremo, o indiciamento de 40 pessoas.

Tal sucesso não bastou, no entanto, para levá-lo, em 2007, à Presidência da Câmara dos Deputados. Comandando uma campanha por transparência na Casa - causa que defendia desde suas origens, como presidente da Comissão de Ética da Câmara de Curitiba - Fruet recebeu 98 votos e foi derrotado, em 2007, pelo petista Arlindo Chinaglia.

Esta é a segunda vez que Fruet deixa um partido por causa da Prefeitura da capital paranaense. A primeira foi em 2004, quando ainda estava no PMDB e reivindicou a vaga. O partido decidiu apoiar o petista Angelo Vanhoni - que venceu a disputa. Fruet acabou abandonando o partido e entrando para o PSDB.

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