Políticos lavaram roupa na Antártida

Eles ficaram retidos 5 dias, por mau tempo

O Estadao de S.Paulo

02 de fevereiro de 2008 | 00h00

Era para ser uma viagem de dois dias para observação do programa de pesquisas do Brasil na Antártida. Mas o mau tempo obrigou 12 deputados federais e um senador a permanecerem no local por cinco dias a mais do que o planejado. Sem se preparar para tanto tempo de viagem, os parlamentares, que chegaram à Antártida no dia 24, tiveram de se virar para lavar roupas e matar o tempo com filmes e jogos. "Tivemos mesmo que lavar roupa", confirma o senador Renato Casagrande (PSB-ES).A permanência forçada acabou surpreendendo os parlamentares brasileiros, que alertaram parentes no Brasil pelo telefone celular. "Fomos avisados de que o mau tempo não permitiria nosso retorno como estava previsto e a saída seria na sexta-feira. Chegou a sexta e nada. Passou o sábado, o domingo, a segunda e vimos que o negócio tinha complicado", diz Casagrande. Pior do que lavar roupa foi agüentar a baixa temperatura. "A sensação térmica de lá era de menos 15 graus", conta o senador. Quando parecia que a permanência forçada na Antártida tinha finalmente chegado ao fim, os parlamentares receberam ainda outra ducha de água fria. O avião que os levaria até Punta Arenas tinha quebrado. "Estava todo mundo animado e veio a notícia que o avião estava com problemas. Aí, foi um desânimo danado", lembra Casagrande. Mas, com uma hora e meia de conserto, o aparelho já estava pronto para decolar novamente.

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