Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

Políticos se manifestam sobre massacre em escola de Suzano

Deputados, senadores e ministros mostraram solidariedade às vítimas; Major Olímpio aproveitou para pedir redução da maioridade

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2019 | 14h35
Atualizado 13 de março de 2019 | 15h38

Diversos políticos se manifestaram em solidariedade às famílias das vítimas do massacre ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, na manhã desta quarta-feira, 13. Até o momento, há dez mortos e dez feridos confirmados. 

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que não vê a tragédia associada ao debate sobre porte de armas no Brasil, uma das principais bandeiras da campanha de Jair Bolsonaro. O general lamentou que esse tipo de tragédia ocorra no País e alertou para a necessidade de se descobrir os motivos. 

 "Não vejo essa questão (do debate sobre armas). Vai dizer que a arma que os caras estavam lá era legal? Acho que não tem nada a ver, mas sei que a questão vai ser colocada", declarou em Brasília.

No Twitter, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, pediu explicações para o massacre. "A tragédia de Suzano, hoje, mostra que é hora do Brasil unir forças e competências para compreender o que houve e impedir a repetição de massacres como este", escreveu Maia. "Como homem público, também o meu empenho para desarmar espíritos, buscar convergências e levar paz à sociedade".

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) escreveu que ficou perplexo com a situação. "Espero que as reais causas dessa tragédia sejam descobertas". 

A avaliação é diferente do senador Major Olímpio (PSL-SP). Em seu Twitter, ele escreveu que, enquanto as armas forem ilegais, "apenas os ilegais terão armas". Segundo ele, o crime é consequência do fracasso do que chama de 'farsa da política desarmamentista' que armou criminosos e impediu o direito à legítima defesa. "Mais uma triste tragédia que mostra a necessidade da redução da maioridade penal. Bandido não tem idade", escreveu.

"Não podemos deixar que os aproveitadores se utilizem da tragédia para falar que o desarmamento é solução, essas armas são ilegais e foram obtidas e usadas por adolescentes", afirmou Olímpio. 

Colega de Parlamento de Olímpio, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou que a "cultura das armas" não pode existir. Para ele, o massacre expõe a "fragilidade em se armar a população". "É muito triste ver as crianças mortas. Somos contra a posse de armas e num decreto legislativo da bancada do PT no Senado, exigimos isso. A luta em defesa da vida continua!". 

Ministros

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, escreveu que repudia a manifestação de violência e que acompanhará de perto da apuração do caso. Também anunciou que vai a Suzano nesta quarta. "Crianças e jovens são o bem mais precioso de uma nação. É inadmissível que sofram qualquer tipo de violência. O ambiente escolar deve ser sagrado", disse.

O ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado por Sérgio Moro, lamentou o ataque e prestou solidariedade aos familiares. O mesmo fez o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. 

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