Políticos também sofreram com greve no controle aéreo

Nem mesmo autoridades e políticos escaparam dos transtornos deste sábado, provocados pelos atrasos e retenções de vôos no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e sua mulher, Ana, chegaram do Rio de Janeiro em Brasília quase cinco horas depois do horário previsto. O ministro, que foi ao Rio de Janeiro para acompanhar o presidente Lula no debate promovido pela TV Globo, deveria embarcar para Brasília às 10h45, com previsão de chegada às 12h15. O vôo da TAM, no entanto, só decolou do Galeão em direção a Brasília às 15h05 e pousou na capital federal por volta das 16h20.Segundo o próprio ministro, não foram dadas explicações sobre o motivo da demora, mas segundo as informações que circulavam entre os mais de 100 passageiros do avião é que o fluxo congestionado no tráfego aéreo de Brasília estava retardando a decolagem. EsperaAparentando bom humor, Amorim disse que passou a maior parte das cinco horas de espera no aeroporto dentro da aeronave. "Li todo um livro de Fernando Pessoa. E o que mais eu poderia fazer? Fretar um jatinho só para mim?", questionou. E acrescentou, entre risos: "Também não iria adiantar nada", completou o ministro, referindo-se a um dos argumentos da Aeronáutica para a estratégia de atrasos nas decolagens. De acordo com a Aeronáutica, as proximidades do espaço aéreo de Brasília estão saturadas de sobrevôos de aviões de pequeno porte. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), também precisou ter muita paciência. De volta do Rio de Janeiro, para onde se deslocou para acompanhar o desempenho do tucano Geraldo Alckmin no debate, Virgílio embarcou às 9h50 deste sábado e ao fazer uma escala em Brasília foi informado de que conexão para Manaus teria um atraso. O parlamentar resolveu então almoçar por volta do meio-dia e acabou perdendo a saída do vôo. Ele só conseguiu lugar em um outro vôo da Gol que estava programado para sair às 20h50. "A desculpa é que está havendo um problema no tráfego ou uma operação tartaruga dos controladores", disse o tucano.

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