Politizado, STF perde característica de corte constitucional

Pela segunda vez, em uma semana, o Supremo Tribunal Federal adiou nova decisão importante para uma eleição nacional que se realizará daqui a três dias. Depois da Ficha Limpa, não conseguiu concluir a votação sobre a exigência de apenas um documento - o de identidade, com foto - para o voto no domingo, reivindicado pelo PT, porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista depois que o placar estava 7 a 0 a favor do partido. O que emerge daí é a politização da corte que há muito perdeu sua característica estritamente constitucional. Ontem, o STF só conseguiu decidir que a ação impetrada por Roriz fica extinta com sua renúncia à candidatura e seu julgamento, idem. Ou seja, só se saberá se a Ficha Limpa vale para esta eleição... depois da eleição. Mas, na urna eletrônica, o nome e a foto são de Roriz, embora desde o debate de ontem na Globo, sua imagem e voz sejam femininas.

Análise: João Bosco Rabello, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2010 | 00h00

É DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

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