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Poltrona e querosene são do avião da Air France, diz Defesa

Nota divulgada hoje quer esclarecer 'mal-entendido' de que nada do que foi encontrado seria do Voo 447

05 de junho de 2009 | 19h09

O brigadeiro Ramon Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) disse nesta sexta-feira, 5, que a mancha de querosene e a poltrona localizados pelas aeronaves da Força Aérea Brasileira são do Voo 447 da Air France, que desapareceu no último domingo. "Esse foi o material que nós vimos que fazia parte desta aeronave. Os outros materiais que nós vimos, muitos deles foram descartados imediatamente porque não parecia nada da aeronave e, alguns que nós ficamos em dúvida, nós consideramos sempre que tem que ser vistos independentemente de ser ou não, vamos buscá-los e confirmar apenas depois que eles estiverem recolhidos dentro do navio", explicou o Brigadeiro.

 

Segundo nota do ministério da Defesa, esta declaração de Ramon tem intenção de esclarecer um "mal entendido" causado por " alguns veículos de notícias". Na última quinta-feira, Ramon disse que não eram do avião o pallet- espécie de porta bagagem- de madeira recolhido e a mancha de óleo que estava próxima a esse objeto. Ou seja, apenas partes. No entanto, "alguns veículos extrapolaram a negativa para todo o material avistado nos quatro dias de buscas, criando a falsa sensação de que nada do que foi avistado pertencia ao avião", explica a nota.

 

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Mais cedo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou que parte dos destroços encontrados pelas embarcações da Marinha do Brasil são mesmo do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico.

 

O vôo AF 447 tinha 216 passageiros de 32 nacionalidades, incluindo sete crianças e um bebê. Segundo a Air France, 61 eram franceses, 58 brasileiros e 26 alemães. Dos 12 tripulantes, um era brasileiro e os demais franceses.

 

Leia a íntegra da nota:

 

Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira (5/06) na sede do Cindacta III, em Recife, o Brigadeiro Ramon Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), reiterou que a mancha de querosene, a poltrona, fios e objetos metálicos identificados pelas aeronaves da Força Aérea Brasileira nos primeiros dias de busca por destroços fazem parte do avião da Air France que caiu no litoral brasileiro na noite do dia 31 de maio.

“Nós tivemos de concreto, no início, a mancha de querosene, a poltrona e alguns pedaços da aeronave que faziam parte de uma área um pouco maior de aproximadamente três quilômetros de destroços onde havia fiação e parte interna da aeronave. Esse foi o material que nós vimos que fazia parte desta aeronave. Os outros materiais que nós vimos, muitos deles foram descartados imediatamente porque não parecia nada da aeronave e, alguns que nós ficamos em dúvida, nós consideramos sempre que tem que ser vistos independentemente de ser ou não, vamos buscá-los e confirmar apenas depois que eles estiverem recolhidos dentro do navio”, explicou o Brigadeiro.

Ele frisou que a prioridade das buscas da Força Aérea no primeiro momento era a busca de corpos ou de sobreviventes. “Os destroços que foram localizados, eles não foram recolhidos porque nós tínhamos prioridade de busca de corpos ou de sobreviventes. Como essa possibilidade, tanto de sobreviventes, como de corpos, fica cada vez mais remota. Nós passamos, agora sim, a fazer a busca e o recolhimento do material que for encontrado e voltamos para as mesmas áreas onde já havia sido avistado algum destroço para que eles possam ser visualizados novamente e, a partir daí, os navios possam ser direcionados para o local de modo que os helicópteros possam fazer o resgate”, completou.

De acordo com o Brigadeiro, as buscas feitas nesta sexta-feira ficaram prejudicadas em função das chuvas na região e da visibilidade baixa. “A situação meteorológica na aérea está bastante ruim. Hoje temos muita chuva, visibilidade baixa, de maneira que estamos conseguindo fazer o vôo apenas em outras áreas onde a visibilidade seja um pouco mais adequada para avistar alguma coisa”, disse.

Mal entendido- Com as explicações do Brigadeiro, ficou desfeito o equívoco cometido por alguns veículos de notícias que interpretaram que nada do que havia sido avistado desde a última segunda-feira era da aeronave desaparecida. O mal entendido surgiu a partir do momento em que o Brigadeiro Ramon explicou, na noite de quinta-feira, que o pallet de madeira recolhido por um navio da Marinha e uma mancha de óleo que estava próxima a esse pallet não eram do avião.

Embora a maioria dos veículos tenha interpretado corretamente que aquela negativa referia-se única e exclusivamente ao pallet coletado, e à mancha de óleo daquela localidade, alguns veículos extrapolaram a negativa para todo o material avistado nos quatro dias de buscas, criando a falsa sensação de que nada do que foi avistado pertencia ao avião.

Para ajudar a esclarecer o equívoco, a FAB divulgou na tarde desta sexta-feira uma apresentação com a sequência de mapas da área de buscas, identificando o ponto exato em que cada grupo de objetos foi avistado a cada dia. Pelo mapa, verifica-se claramente a grande distância, de quase 200 km, entre a área do pallet e o ponto em que foram avistados objetos como uma poltrona, uma peça metálica de 7 metros, e manchas de combustíveis.

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