Pontes de SP ganham cara nova em janeiro

Uma cena incomum está chamando a atenção dos motoristas que passam pelas Marginais Pinheiros e Tietê. Dependurado sob os rios, como se estivesse praticando rappel, um grupo de pintores está dando uma nova cara às pontes de São Paulo. A cena faz parte do projeto da Secretaria Municipal das Subprefeituras de reforma e pintura das 24 pontes da cidade. O serviço - que começou há dois meses e deve terminar até o final de janeiro - inclui troca de grades, reforma nos passeios de pedestres e pintura da estrutura. Nos casos em que houver alças de acesso, está incluída a jardinagem das áreas verdes. No Rio Pinheiros, as pontes estão sendo pintadas de azul, enquanto a cor escolhida para as do Tietê é ocre. As tonalidades foram escolhidas por não deixarem as marcas de sujeira tão aparentes quanto outros tons mais claros. Ao todo, o projeto deve custar cerca de R$ 4,8 milhões, uma média de R$ 200 mil para cada ponte. Depois de deixá-las em condições adequadas, o município pretende negociar com setores da iniciativa privada a conservação e manutenção dos locais. De acordo com a Secretaria das Subprefeituras, a idéia é recuperar a parte externa das pontes para que sua manutenção seja "adotada" por empresas, por meio de Termos de Cooperação. O sistema seria igual ao existente para conservação de praças: a empresa custeia a manutenção do bem público e, em contrapartida, tem direito a explorar a publicidade da empreitada. Eusébio Matoso ainda em reformas Outra ponte que deve ficar pronta até o fim de janeiro é a Eusébio Matoso, reformada após ter sua estrutura abalada por um caminhão, no meio do ano. No mês passado, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) liberou mais uma faixa da ponte, no sentido bairro-centro, mantendo interditada apenas uma das três pistas de mesmo sentido, para permitir a realização dos reparos. As vigas de sustentação da ponte foram danificadas em julho, depois que um caminhão com excesso de altura entalou sob a passagem. Por causa do acidente, duas das três faixas que dão acesso ao Butantã foram interditadas e os pedestres tiveram de usar uma passarela de madeira, removida recentemente. Quando a obra estiver finalizada, a ponte pode ganhar uma faixa a mais, com a demolição do canteiro central.

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