População ‘caça’ água potável e caixas d’água em Colatina (ES)

Nova expectativa é de que onda mais concentrada de rejeitos atinja o município do Espírito Santo na sexta ou no sábado

Marco Antônio Carvalho, Enviado especial

10 Novembro 2015 | 22h18

COLATINA (ES) - A nova expectativa é de que uma onda mais concentrada de rejeitos atinja Colatina na sexta ou no sábado. “O novo prazo nos dá tempo para aperfeiçoar o plano emergencial”, disse o prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski ( PT ). Ele desistiu da ideia inicial de fazer um rodízio, já que não haverá volume suficiente. “Pensamos agora em instalar pontos de coleta com caixas de 10 mil litros”, disse. Locais prioritários, como hospitais e presídios, devem receber auxílio de caminhões-pipa. 

Mas o adiamento não arrefeceu a busca por água potável. Ontem à tarde, a empregada doméstica Maria da Conceição, de 60 anos, tentava havia quatro horas encontrar algum lugar em que pudesse comprar um garrafão de 20 litros. “Estou na rua desde cedo e nada”, disse. Ela se deparou com um caminhão que transportava o produto e ficou feliz ao conseguir concretizar a compra por R$ 9. Distribuidoras da cidade faziam listas de espera. 

Quem também teve de enfrentar a demanda intensa foi o empresário Wellington Bernardina, de 54 anos. Dono de uma loja de construção, viu seu estoque de caixas d’água que deveria durar um mês ser vendido em dois dias. “É o tipo de lucro que a gente prefere não ter.” Foram 60 caixas d’água (a R$ 240) em menos de um dia. E quem não conseguiu comprar caixa extra, como José Albano da Rocha, de 72 anos, se virava do jeito que dava: com panelas, baldes e máquina de lavar. “Só Deus sabe o que vem por aí.” 

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