População carcerária cresceu 13% em SP em 2003

O número de presos no Estado de SãoPaulo aumentou 14.217 em 2003, o equivalente a 20 novaspenitenciárias. Trata-se de uma crescimento de 13% em comparaçãoa 2002. O balanço, até o dia 30, do sistema prisional demonstraque ano a ano a quantidade de encarcerados não pára de subir. De1998 para cá o número de presídios quase dobrou no Estado - hojesão 117 - a fim de abrigar um total de detentos que hoje é 68%superior. Segundo o secretário da Administração Penitenciária,Nagashi Furukawa, o fim do exame criminológico como condiçãopara a liberdade condicional do preso poderá tornar mais fácil asaída das prisões de detentos sem periculosidade, permitindoconter o crescimento ainda maior desse número em 2004. Aténovembro de 2003, a lei determinava que o preso devia serexaminado por uma junta de médicos, psicólogos e assistentessociais que determinavam se ele tinha condições para receber obenefício. Furukawa aposta no aumento das penas alternativas paraimpedir que a taxa de encarceramento de São Paulo continue acrescer. Se fosse um país, o Estado teria hoje a segunda maiortaxa do continente (324 presos por 100 mil habitantes), perdendoapenas para os Estados Unidos (700 presos por 100 milhabitantes). "São Paulo tem 23% da população do País e 42% dapopulação carcerária", disse o governador Geraldo Alckmin. Paracuidar dessa gente, o Estado tem gerir um sistema caro."Gastamos R$ 1,2 bilhão neste ano. Em média, um preso custa R$760 por mês ao Estado", afirmou o governador. Para o próximo ano, o governo prevê a construção mais 20presídios no Estado. O plano é esvaziar todos as celas dosdistritos policiais da capital por meio da construção de oitopenitenciárias. "Quem prende não deve cuidar do preso. Alémdisso, esse trabalho sobrecarrega a Polícia Civil", disse Alckmin. Além disso,serão feitos 12 outros presídios no interior. No total, serãoabertas 14 mil novas vagas. Apesar de todo esse esforço, o Estado ainda convive comum déficit de vagas que terminou 2003 em 21 mil.

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