População da Rocinha cresce 80% em nove anos, aponta estudo

Moradores da favela já são 100 mil; população aponta pouco espaço e iluminação como maiores problemas

Agência Brasil,

17 Julho 2009 | 15h37

A população da favela da Rocinha, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, cresceu 80% em nove anos, segundo dados de um censo realizado pelo governo fluminense. Segundo o estudo, a população da favela, a maior da cidade, passou de 56 mil moradores em 2000 para 100.818 neste ano. A maioria dos moradores é formada por mulheres (51,5%), enquanto os homens representam 48,5%.

 

Ainda de acordo com a pesquisa, a favela tem mais de 38 mil imóveis, dos quais 35,8% foram construídos a partir do ano 2000. Mais de 61% são próprios do morador, enquanto cerca de 34% são alugados.

 

O censo mostrou ainda que a maior parte dos logradouros da favela é de becos e ruas estreitas. Apenas 7,5% das ruas são capazes de receber veículos, o que dificulta o acesso dos moradores aos mais variados serviços.

 

Os principais problemas apontados pelos moradores sobre suas próprias casas foram o pouco espaço (48,3%), a pouca iluminação (41,9%), a pouca ventilação natural (41,8%), e paredes ou chão úmidos (20,6%).

 

Quanto ao lado empresarial, a Rocinha conta com 6.500 empresas ou empreendedores, dos quais apenas 8,1% são formais e pagam impostos. O principal ramo de atividade é o de serviços (79,7%), seguido pelo comércio (18,5%).

 

Quanto ao trabalho, o censo considera que o índice de emprego é alto entre os moradores da favela. Só 7,7% dos entrevistados se declararam desempregados. Os trabalhadores com carteira assinada são 30,8%, os sem carteira somam 13,8%, os aposentados e pensionistas são 4,3% e os estudantes, 23,5%.

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