População de Itacarambi recebe novas casas após tremor em MG

Governo estadual investiu cerca de R$ 1,55 milhão nas obras feitas em um terreno da prefeitura, em Caraíbas

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2008 | 21h11

O governo de Minas Gerais entregou nesta segunda-feira, 19, 76 casas às famílias da comunidade rural de Caraíbas, em Itacarambi, no norte do Estado, que ficaram desabrigadas após o terremoto de 4,9 pontos na escala Richter, em dezembro do ano passado. Veja também: Abalo no norte de Minas Gerais  O tremor, sentido no município e regiões próximas, foi o primeiro abalo sísmico a provocar uma vítima fatal no Brasil. A menina J. O. S., de 5 anos, morreu ao ser atingida pelo muro do quarto em que dormia, em Caraíbas - que registrou o epicentro do tremor e concentrou os danos materiais.  Várias casas da comunidade pobre desabaram. Os danos atingiram praticamente todos os imóveis. Um levantamento do Corpo de Bombeiros indicou que 95% das residências foram comprometidas e, por isso, tiveram de ser demolidas. As famílias tiveram de ser removidas para escolas da área urbana. O conjunto habitacional foi erguido no bairro São José, dentro do perímetro urbano de Itacarambi, cuja área foi doada pela prefeitura. O Estado investiu R$ 1,55 milhão nas obras.  Embora resistentes a princípio, os moradores aos poucos desistiram de voltar a Caraíbas devido ao risco de novos tremores. Um novo terremoto, de 4 pontos na escala Richter, foi registrado na comunidade no dia 20 de março. Em virtude de a região ser propícia a abalos sísmicos, as bases das casas utilizam o sistema "radier" - uma placa de concreto armado com 10 centímetros de espessura, sobre o qual é erguida a construção. No caso de movimentação do subsolo não há conseqüências como possíveis trincas. As residências - de 360 metros quadrados - contam também com uma cinta de concreto na parte superior.  O governador Aécio Neves (PSDB) participou da cerimônia e prometeu que o governo trabalhará pela inserção das famílias no mercado de trabalho de Itacarambi, por meio de programas sociais. Na comunidade de Caraíbas, os moradores tiravam seu sustento basicamente da roça. "O Estado vai trabalhar para garantir o encaminhamento, uma inserção econômico-social dessas famílias."  A mãe da menina morta, Veralice Silva de Oliveira, de 25 anos, compareceu à cerimônia e afirmou que estava "dividida". "Com a alegria (pelo recebimento da casa) e a tristeza da lembrança da minha filha", afirmou à rádio Bandnews.

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