População protesta contra morte de mulheres no PR

Moradores de Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba, aproveitaram o Dia Internacional da Mulher para fazer um protesto contra a morte de mulheres na região e para cobrar uma solução. Desde 1999, 16 mulheres desapareceram e depois foram encontradas mortas nesses dois municípios. A polícia está investigando as mortes e acredita que podem estar vinculadas a uma quadrilha de tráfico de drogas.Os manifestantes fizeram uma passeata carregando cartazes e cruzes com os nomes das mulheres. "É também uma homenagem a essas heroínas", disse Rosália Kapp, irmã de Natália de Fátima Kapp, de 20 anos, que teve o corpo encontrado em abril do ano passado. A manifestação terminou próxima à delegacia, onde houve um culto ecumênico. "Até quando vai isso?" perguntava Elvira da Silva Rosa, mãe de Maria Isabel da Rosa, de 37 anos, cujo o corpo foi encontrado em outubro de 99. "Quero falar para os assassinos que não temos medo deles, a gente vai cobrar das autoridades e vai solucionar isso."Hoje também foi lançado, em Curitiba, o Programa de Atenção à Mulher Vítima de Violência, por meio de uma parceria entre a prefeitura e o Conselho Estadual da Mulher do Paraná. Elas terão atendimento garantido nas 104 unidades de saúde da cidade e, em casos mais graves e de violência sexual, serão encaminhadas imediatamente para os hospitais de Clínicas, Evangélico e Pequeno Príncipe. Médicos e enfermeiros das unidades de saúde passaram por treinamento específico para esse serviço.

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