População vizinha está traumatizada

Pequenez de municípios realça efeitos do duplo acidente que provocou a morte de 27 pessoas

O Estadao de S.Paulo

13 Outubro 2007 | 00h00

Os efeitos da tragédia vão ser sentidos ainda por muito tempo em São José do Cedro, Maravilha e São Miguel do Oeste. O trauma da perda repentina de parentes e amigos é realçado pela quebra de rotina num município pequeno, onde quase todo mundo se conhece e tem amizade. E também pelos efeitos práticos conseqüentes das mortes, como uma prateleira vazia de frutas no principal mercado de São José do Cedro. A repositora Evanir de Fátima Becker, de 32 anos, morreu no acidente. Assim como o próprio entregador das frutas, Edinei Roth. Em Santo Izidoro, a camiseta azul do time Flor do Oeste marca a ausência de Adelar Besutti, de 64 anos. O aposentado era um dos grandes incentivadores do time de futebol. Jonas Wartha, da empresa WRTur fixou uma faixa preta em sinal de luto na janela do escritório. Mas nem tudo é tristeza. Aliviada, a passageira do ônibus envolvido na primeira batida, Susana Balbinot, de 23 anos, sofreu fraturas na clavícula e no braço. Na sexta-feira teve alta. Ainda a tempo de comemorar em casa, em São José do Cedro, o primeiro Dia da Criança do filho Pedro Henrique, de apenas 9 meses.

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