Por quê?!

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Tutty Vasques, O Estadao de S.Paulo

17 de junho de 2009 | 00h00

Cantado por Caetano Veloso em O Estrangeiro, o antropólogo Claude Lévi-Strauss detestou a Baía de Guanabara, mas sempre adorou os livros de José Sarney. Em 2002, já bem velhinho, o mestre francês foi ao lançamento em Paris do romance Saraminda para dizer ao autor que sua obra é "monumental". Darcy Ribeiro também se confessava "perplexo" com a qualidade literária do senador em, por exemplo, O Dono do Mar.Não parece, mas esse homem que aí está todo emporcalhado no noticiário político poderia passar o resto dos seus dias tomando chazinho de fim de tarde com Nelson Pereira dos Santos e João Ubaldo Ribeiro, seus companheiros de Academia Brasileira de Letras. Sarney seria agora mesmo, se quisesse, vizinho do Paulo Coelho nos Pirineus, atração da Festa Literária de Paraty, motivo de orgulho no Maranhão.Segue, todavia, presidente do Senado, líder maior de uma gente cuja mediocridade depende de escândalos para ganhar visibilidade nos jornais. Por que, hein?! MUDANÇA TÁTICADunga deve abandonar a gola rulê na partida de amanhã, contra os EUA, pela Copa das Confederações. O técnico está convencido de que, por causa dela, passou aquele sufoco todo no segundo tempo contra o Egito. BOATO INFAMENão é verdade que o ministro Nelson Jobim tenha feito escala no início da semana em Paris só para comprar o Le Monde. E não se fala mais nisso, ok?A última do FenômenoRonaldo sente que perde um quilo a cada gol que faz. Precisa ver se, em contrapartida, não ganha um quilo a cada gol que perde, né?! MenasLula devia ter combinado antes com Sérgio Cabral! O presidente pegou de surpresa seu mais novo amigo de infância ao dizer em Genebra que, "se tem um lugar seguro no mundo para sediar os Jogos Olímpicos, esse lugar é o Rio". Resultado: o governador quase engasga segurando a gargalhada!Parada iranianaAs manifestações em Teerã devem superar a qualquer momento a Parada Gay de São Paulo no quesito multidão. Os aiatolás de lá também discutem se é melhor tirar o evento do centro da cidade. Sacrifício pessoalModesto como ele só, o discurso em defesa própria de José Sarney não relacionou entre as medidas austeras de sua gestão a drástica redução no estômago de Heráclito Fortes, que teve alta ontem em São Paulo. Essas coisas a opinião pública não vê - ô, raça! Era uma vez...Bons tempos aqueles em que "ato secreto" no Congresso era aquilo que Renan Calheiros fazia com a jornalista Mônica Veloso.SugestãoE se o presidente do Senado adotar o ponto eletrônico e nomear um "quarto árbitro" para alertá-lo sobre irregularidades ao seu redor? O sistema salvou o Brasil na estreia contra o Egito na Copa das Confederações.

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