Porsche apreendido pela polícia era mesmo de traficante

Delegado diz que dono do carro deveria ter patrimônio de R$ 30 milhões

Camilla Haddad, do Jornal da Tarde

11 Julho 2007 | 17h29

O delegado seccional de Taboão da Serra, Erasmo Pedroso Filho, confirmou, nesta quarta-feira, que o Porsche Cayenne Turbo apreendido, na terça-feira, em um estacionamento da cidade era mesmo de Laete Macedo da Silva, traficante morto em confronto com a polícia em junho. Segundo o dono do estacionamento em que o veiculo foi deixado, a pessoa que levou o carro ao estabelecimento se identificou como Emerson Galvão de Moura - um dos criminosos presos em junho durante a Operação Mansão, organizada pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). O veículo é avaliado em R$ 450 mil. Segundo o delegado, os verdadeiros proprietário do veículo, no entanto, eram Laete e sua namorada, Iara Beatriz da Silva Lacerda, de 28. Os dois morreram em uma troca de tiros com policiais que cumpriam o mandado de prisão, também no mês de junho. "O carro era com certeza dele (Laete). Meus policiais mostraram fotos dele ao dono do estacionamento, que o reconheceu como sendo dono do veículo". Laete era cliente do estacionamento havia três meses e costumava deixar o pagamento das mensalidades adiantado. Mas há quase um mês, devia aproximadamente R$55. Agora, o Porsche vai permanecer no pátio da delegacia do município até que a Justiça determine o leilão do carro. O veículo, de acordo com a polícia, é produto de uma vasta lista de bens do grupo,que inclui lojas, uma construtora, um iate, apartamentos em bairros nobres e casas de alto padrão na Grande São Paulo e em Guarujá, no Litoral Sul de São Paulo. Ao todo, o patrimônio do grupo é avaliado em R$ 30 milhões. A história da quadrilha No último dia 22 de junho, a Polícia de Taboão da Serra apreendeu duas propriedades da quadrilha de traficantes. Em Caraguatatuba, Litoral Norte, uma lancha avaliada em R$ 800 mil foi descoberta na marina Juqueriquerê. No Guarujá, os policiais encontraram uma mansão na Praia da Enseada no valor de R$ 1 milhão. A intensa investigação liderada pelo delegado seccional Erasmo Pedroso Filho começou em maio do ano passado, após uma apreensão de 500 kg de cocaína em São Roque, Interior de São Paulo. Na madrugada do dia 10 do mesmo mês, o membro do bando responsável pela administração do dinheiro arrecadado com o tráfico, Laete Macedo da Silva, 34 anos, e a namorada dele, Iara Beatriz da Silva Lacerda, 28 anos, foram mortos em um confronto com a polícia. Três integrantes da quadrilha foram presos e outros três estão foragidos. Segundo a polícia, els tinham uma vida normal de pessoas bem sucedidas, mas o dinheiro vinha do crime. Laete se passava por um empresário de sucesso, mas não tinha como comprovar a origem do investimento. A movimentação financeira mostra que a quadrilha tinha um renda 40 vezes maior do que a declarada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.