Porta-voz de bombeiros do Rio diz que só haverá negociação após anistias

Dois PMs e 429 bombeiros foram denunciados por motim, danos ao patrimônio e impedimento de socorro

Tiago Rogero, estadão.com.br

15 de junho de 2011 | 15h55

RIO - O porta-voz do movimento grevista dos bombeiros do Rio, cabo Benevenuto Daciolo, disse na tarde desta quarta-feira, 15, que os militares só vão negociar com o governo do Estado quando forem concedidas as anistias criminal e administrativa aos 431 presos após a invasão do Quartel Central da corporação.

 

Os 429 bombeiros e dois PMs denunciados tiveram de comparecer hoje à Auditoria da Justiça Militar, na zona portuária, para serem citados no processo em que foram denunciados pelos crimes de motim, danos aos patrimônios e impedimento de socorro.

 

Antes de irem para a auditoria, o cabo e outros líderes do movimento participaram de uma reunião com o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB) e o líder do governo na Casa, deputado André Correa (sem partido).

 

Os manifestantes, apoiados por um grupo de outros deputados, pretendem aumentar o reajuste de 5,58%, previsto em projeto de lei pelo governo do Estado. "Saímos confiantes da reunião. Os deputados disseram que vão levar nossas reivindicações, tanto do aumento do salário para R$ 2 mil quanto das anistias, para o governador", disse o cabo.

 

Entre os deputados que compõem a chamada "base dos bombeiros", no entanto, o sentimento é de que o governo tenta "empacar" o aumento pretendido pela categoria. Das 32 emendas apresentadas ontem ao projeto de reajuste, a maior parte foi proposta por parlamentares da base governista, que têm maioria na Alerj.

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