Giuseppe Lami / EFE
Giuseppe Lami / EFE

Porta-voz do Vaticano e vice anunciam pedido de demissão

Pontífice aceitou pedido de demissão de jornalistas; anúncio ocorre em momento de mudanças no sistema de comunicação da Santa Sé

Agências, O Estado de S. Paulo

31 Dezembro 2018 | 15h47

SÃO PAULO - O porta-voz do papa Francisco e sua vice renunciaram nesta segunda-feira, 31, de seus cargos. O norte americano Greg Burke e a espanhola Paloma García Ovejero dirigiam a sala de imprensa do Vaticano desde junho de 2016. O pontífice aceitou o pedido de demissão dos jornalistas e designou que o atual coordenador de mídias sociais no Dicastério para a Comunicação, Alessandro Gisotti, de 44 anos, assuma a função interinamente.

O Vaticano tem lidado com duras críticas causadas pela crise referente aos casos de abuso sexual e a resposta que tem dado aos episódios. A renúncia ocorre em um momento de mudanças no sistema de comunicação da Santa Sé. Neste ano, o papa revisou o escritório de comunicações do Vaticano, que inclui um jornal, um serviço de rádio e uma editora.

Em sua conta no Twitter, Burke disse que as demissões entrariam em vigor em 1º de janeiro. "Neste momento de transição nas comunicações do Vaticano, achamos que é melhor que o Santo Padre esteja completamente livre para montar uma nova equipe". Em outra publicação, ele afirmou que a experiência de atuar no Vaticano foi fascinante.

Paloma foi a primeira mulher a chegar ao posto de subdiretora da sala de imprensa da Santa Sé. Ela também se manifestou na rede social e agradeceu ao ex-diretor e ao pontífice.

Um breve texto foi divulgado pelo Vaticano sobre o assunto, mas não dá detalhes sobre o que motivou a renúncia dos profissionais. O prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, nomeado em julho do ano passado, elogiou o profissionalismo dos jornalistas e disse que a saída deles foi "autônoma" e de "livre arbítrio".

Gisotti também se posicionou e afirmou que mantém com Burke e Paloma "uma relação de estima e amizade".

Viagens

Ruffini disse ainda que 2019 será um ano "denso" e que vai demandar "máximo esforço da comunicação", tendo em vista os compromissos do pontífice.

A Jornada Mundial da Juventude, no Panamá, e viagens para os Emirados Árabes Unidos, Bulgária, Macedônia e Marrocos estão previstas na agenda do papa Francisco.

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