Porte de arma também é rigoroso para guardas noturnos

Apesar da lei assinada no fim do ano passado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que autoriza a polícia a expedir o porte de arma para guardas de rua, seguranças noturnos particulares e autônomos, esses profissionais não terão facilidade na hora de obter a autorização. Vão precisar apresentar inúmeros documentos, fazer provas e pagar taxa de R$ 293,00.A expedição do porte vem sendo dificultada desde o primeiro mandato de Mário Covas, com o objetivo de reduzir o número de pessoas armadas na cidade.O delegado Francisco de Miguelli, da Divisão de Produtos Controlados, da Polícia Civil, afirmou que os agentes prestadores de serviço de segurança, como são chamados os guardas de rua, terão de mostrar os mesmos documentos exigidos das pessoas que procuram a divisão para solicitar o porte: atestado de antecedentes da Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral; registro de autônomo em segurança na Prefeitura Municipal e no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em segurança; credenciamento junto à Divisão de Registros Diversos (DRD) da Polícia Civil; provas de aptidão psicológica, capacidade técnica de tiro e de manuseio da arma.O candidato será obrigado também a mostrar a arma, com nota de compra. A validade do porte é de um ano. O decreto de Alckmin também deu nome aos prestadores de serviço de vigilância. Eles passarão a ser divididos em categorias: agentes de segurança municipal, agentes de segurança patrimonial, agentes de segurança noturno e agentes de segurança comunitária.O texto assinado pelo governador ainda define que as guardas noturnas armadas continuarão sendo fiscalizadas por delegados titulares, tanto na Grande São Paulo quanto em cidades do interior do Estado.

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