Portela exala otimismo ao falar de ecologia

Em vez de mostrar a destruição da natureza, escola explorou a riqueza dos ecossistemas

Roberta Pennafort, O Estadao de S.Paulo

05 de fevereiro de 2008 | 00h00

A Portela levou uma mensagem de otimismo à Sapucaí, ainda que o enredo, Reconstruindo a natureza, recriando a vida: o sonho vira realidade, fosse um alerta para os riscos do aquecimento global. Ao invés de mostrar a destruição da natureza, o carnavalesco Cahe Rodrigues preferiu explorar as riquezas dos diferentes ecossistemas brasileiros, e chamar a atenção para a necessidade de uma mudança de mentalidade e de atitudes. Como é carnaval, a tradicional agremiação azul-e-branca deu seu recado com muito alegria - quarta a desfilar, foi a primeira da noite de segunda-feira a conquistar o público. A escola apresentou carros alegóricos bonitos, fantasias bem acabadas e muitas mulheres daquelas de levantar o Sambódromo - a rainha da bateria, Adriana Bombom, no auge da forma, encabeçava a lista de beldades. Ao final do desfile, Bombom sentenciou: "Acabou hoje (o regime). A primeira coisa que vou fazer é tomar um sorvete!"Faltou criatividade e ousadia: as alegorias e fantasias com animais e flores, representando a diversidade da Amazônia, do Pantanal e da mata atlântica, não inovaram. A águia portelense, a maior de todos os tempos, com 20 metros de comprimento e 8 de altura, era a narradora do enredo da agremiação.À frente da escola vieram portelenses ilustres, como Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho, que aniversariava e ganhou um "parabéns pra você" na concentração. Mas quem concentrou os aplausos foi o ator Antônio Fagundes, que, na novela da TV Globo, "Duas Caras", vive Juvenal Antena, o líder da escola de samba Portelinha. "Hoje estou meio de Fagundes, meio de Juvenal. A Portelinha vai passar para o Grupo Especial e a Portela vai ganhar o carnaval." Uma equipe filmou sua passagem pela Passarela do Samba. As cenas irão ao ar em breve, como se a Portelinha da história fosse a Portela de Madureira e Oswaldo Cruz.

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