Porto Alegre decidirá sobre orla do Guaiba

Cidadãos vão às urnas no dia 23 para dizer se aprovam prédios residenciais

Elder Ogliari, O Estadao de S.Paulo

11 Agosto 2009 | 00h00

Os moradores de Porto Alegre vão às urnas no dia 23 para dizer se admitem ou não a construção de prédios residenciais na Ponta do Melo, área de 60 mil m² à beira do Lago Guaiba, zona sul, onde funcionava o Estaleiro Só.Ambientalistas se mobilizam para contestar qualquer resultado na Justiça. Entendem que o Projeto Pontal do Estaleiro fere a lei municipal, que só admitiria parques, praças e algum comércio ligado a atividades náuticas. Também lutam para transformar em parque uma faixa ao longo de toda a margem esquerda do Guaiba, que tem 72 km do centro ao limite com Viamão, ao sul. Para isso, esperam que os vereadores estabeleçam regras mais restritivas à ocupação da orla na revisão do Plano Diretor, principal pauta da Câmara neste ano.A área do antigo estaleiro foi a leilão no início da década para pagamento de dívida trabalhista. Em três tentativas não apareceu interessado, porque a lei não definia regras de ocupação. A lei complementar 470, de 2002, permite construções comerciais. O terreno foi arrematado em 2005, por R$ 7,2 milhões.A BM Par Empreendimentos, atual proprietária, elaborou projeto de quatro prédios residenciais e dois comerciais em meio a área de lazer, parque e marina pública. No ano passado, a Câmara aprovou alteração da lei, permitindo prédios residenciais. Diante da reação popular contrária, o prefeito José Fogaça (PMDB) vetou o projeto e propôs consulta popular. A prefeitura vai gastar R$ 350 mil. Mil pessoas trabalharão como mesários e auxiliares em 90 locais. A votação é voluntária.Outra polêmica deve girar em torno do Cais Mauá, área de 2,5 km à beira do Guaiba, no centro, onde funcionava o porto. O Estado quer, com parceria público-privada, erguer ali duas torres comerciais, hotel e shopping. Os armazéns receberão lojas, bares e restaurantes. Mas isso depende de aprovação, também como projeto especial.

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