Porto Alegre e Roma planejam repetir Conferência das Cidades

Cidades planejam edições periódicas da conferência; números da 1ª edição no RS superaram as expectativas

Elder Ogliari, do Estado de S. Paulo,

15 de fevereiro de 2008 | 21h06

As cidades de Porto Alegre e Roma estão dispostas a promover novas edições, periódicas, da Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades. A intenção foi manifestada pelo prefeito José Fogaça, da cidade brasileira, e pelo representante da capital italiana, Luca Lo Bianco, em reunião de avaliação da primeira conferência, nesta sexta-feira, 15, em Porto Alegre.  Veja também: Conferência sobre cidades no RS defende capital socialGrupo é impedido de fazer protesto na Conferência das Cidades "O evento pode ser itinerante, pode ir para Roma ou pode ter Porto Alegre como sede fixa, nada está decidido, mas a discussão está aberta e seguirá pelos próximos dias", revelou Lo Bianco. As duas prefeituras, promotoras da primeira edição, que começou na quarta-feira, 13, e termina neste sábado, 16, consideraram a conferência um sucesso.  Os números superaram as expectativas. Os 7.124 inscritos, de cerca de mil municípios de diversos países, terão ouvido 554 palestrantes até o encerramento das atividades. Segundo Fogaça, mais do que a participação, a conferência gerou debates e conhecimento, que será levado e multiplicado em diferentes locais do mundo. Também proporcionou a formação de redes, como, por exemplo, o convênio firmado pela capital gaúcha com a sul africana Durban, para troca de tecnologias sociais.  Ao avaliar a visibilidade internacional que eventos como a conferência dão a Porto Alegre, Fogaça disse que a promoção do evento não tratou de recuperar a inserção que a capital gaúcha tinha no debate internacional nos anos em que sediou o Fórum Social Mundial, mas aproveitou o acúmulo histórico que já tinha para fazer algo inovador. "Não é uma pregação ideológica, é conferência com visão aberta, ampla, com todos os espectros do pensamento político representados", comentou, numa referência indireta às críticas que o Fórum Social Mundial sofria, de abrigar apenas as idéias da esquerda.  Apesar disso, o prefeito deixou claro que a cidade quer o evento de volta. "Seguiremos lutando para que o Fórum Social Mundial venha para cá".

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