Porto da Pedra encanta com direito a bairro de SP na Sapucaí

Um dos mais belos carros era o que representava o bairro da Liberdade, reduto de japoneses em São Paulo

Clarissa Thomé, Mônica Ciarelli e Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2008 | 00h29

A Porto da Pedra aproveitou o centenário da Imigração Japonesa para fazer uma bonita apresentação, na noite deste domingo, na Marquês de Sapucaí. Mais de mil descendentes de japoneses desfilaram na escola, fantasiados de samurais, ninjas, gatos da sorte e sushimen. Um dos mais belos carros era o que representava o bairro da Liberdade, reduto de japoneses em São Paulo, reproduzindo o antigo casario. Veja também:As imagens do desfile   A comissão de frente representava o teatro kabuki, com gueixas e samurais. O diretor de ópera Fernando Bicudo incorporava um mestre sábio. "Carnaval e ópera têm muito a ver: ambos são espetáculos completos", disse. O carnavalesco da escola Mario Borriello fez questão de participar do desfile - saiu como destaque no carro que fala de mangás (história em quadrinhos), animes (desenhos animados) e cosplay (pessoas que se vestem como seus personagens favoritos). A modelo Ângela Bismarchi, famosa pelas cirurgias plásticas (já fez mais de 40), inovou mais uma vez: esticou os olhos para que ganhassem contorno oriental. "Fiz minha parte. Dei tudo de mim. A escola tem tudo para ficar entre as primeiras", defendeu a moça, que aumentou ainda a prótese de silicone nos seios, de 350 ml para 400 ml. Os japoneses, nisseis, sanseis e descendentes de outras gerações foram presença marcante na escola - até mesmo na bateria. A estudante de Letras Yumi Akita, de 22 anos, no Brasil há 11 meses, tocou tamborim na bateria. "Aprendi a tocar no Japão. Mas aqui, com tanta gente em volta, é outra emoção", disse, logo no início do desfile. No fim da apresentação, o carro "Carnaval de Asakusa" teve problemas para entrar na Marquês de Sapucaí, abrindo um buraco na apresentação da escola.  Popular Desde a tarde de domingo, muitos espectadores aguardavam a liberação da arquibancada. A Defesa Civil do Município autorizou a abertura às 17 horas, mas até pouco antes das 21 horas a interdição continuava - segundo o órgão, a mando da Liga das Escolas de Samba -, o que provocou muitas reclamações por parte dos espectadores.  Gratuita, a arquibancada é freqüentada por pessoas que não têm dinheiro para comprar ingresso. Maria Lúcia Gomes, de 61 anos, chegou às 19 horas. "É um desrespeito com o ser humano este tipo de coisa", ela disse, inconformada. "É muito frustrante você deixar de viajar para vir ao desfile, chegar aqui e ver a arquibancada fechada", desabafou Walter Pereira, após duas horas de espera.

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